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 Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva

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ninakat
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MensagemAssunto: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Sab Set 15, 2007 11:14 am

Alguns ja conhecem a fic... e como dizem que gostam eu decidi por aqui isso nao quer dizer que todos gostem como e obvio, eu ja tenho em outros foruns mas eu nao vou por aqui o link, isso ia ser publicidade feita de maus modos, se alguem quiser estar mais avançado pode-me perguntar por mp que eu digo^^ Comentem por favor eu gosto de saber a vossa opiniao seja ela boa ou ma.

Introdução (Aviso Prévio):

Esta fic baseia-se no anime Naruto, aonde a história começa após o fim da 1ª série.
A partir desse momento a fic é inteiramente da minha autoria. Esta fic não tem fins lucrativos, apenas o fim de agradar aos leitores fans de Naruto. A história passa-se 5 anos depois, ou seja, as personagens terão à volta de 18 anos. As personalidades podem estar um pouco modificadas, já que eles não são umas criancinhas. Mas vou tentar, sempre, seguir a linha das personagens. Podem haver personagens novas. Esta fic vai mostrar um lado mais sentimental de Naruto, poucas ou nenhumas cenas de luta haverão. A fic será dividida em vários capitulos, apesar de ainda não saber ao certo quantos. Qualquer sugestão é bem-vinda e as dúvidas serão esclarecidas!
Aviso: A fic não inclui a serie Shippuuden e qualquer parecença é mero acaso.

Ps: Qualquer tipo de perversão é devido aos leitores que tenho XD


Capitulo 1

“Reencontros”


Uma leve melodia pairava no ar, era melancolica e cheia de saudades. Tinham-se passado cinco anos, Konohoa esta igual a si mesma. Uma rapariga alta, de dezoito anos, com os cabelos rosa e curtos, apressava-se a chegar à entrada de Konohoa. A melodia tornava-se mais intensa, quando duas sombras se avistavam lá do fundo. O coração de Sakura palpitava intensamente, ansioso e Muito contente. Um rapaz alto, loiro e de olhos azuis parara em frente de Sakura. Ele sorriu, brincalhão. Sakura reconhecera aquele sorriso de sempre, maroto e ambicioso, aquele sorriso só podia ser o que Naruto exebia sempre, dando-lhe ar divertido e alegre. Aquele sorriso que a Sakura não via à 5 anos, aquele sorriso que nunca mais vira desde essa altura. A seguir a esse sorriso, a sua expressão altera-se e dá-nos um “preparem-se”, e depois da sua boca sai um “Uzumaki Naruto está aqui”. A sua espressão muda-se novamente e agora dá-nos um “idiota” na testa e um sorriso confiante. Mas Sakura mantém-se perplexa, olhando para o rapaz mais alto do que ela e mais bonito e comparando-o ao outro ao seu lado, muito mais baixo e com ar de criança. Sakura só dissera uma coisa: “Naruto?”
- Sakura? Não te lembras de mim? – diz Naruto com uma gotinha na testa.
- Claro que me lembro Naruto! – o tom de voz de Sakura assemelhava-se a um rosno.
- Estás grande! E mais bonita, Sakura-chan.
- ... – Sakura apenas lhe retribuia um sorriso timido, Naruto tinha crescido psicologicamente também – Tu estás mais alto do que eu!
- Hun? – Naruto mostrava uma expressão impressionada, realmente ele estava mais alto do que ela – Pois é! Mas é só isso que me tens para dizer? Nem dizes que estou mais bonito? Ora, ora...
Sakura vê Naruto afastar-se e pensa como poderia Naruto ter-se tornado um engatatão? Certamente a companhia de Jiraya-sama... Jiraya ria-se de toda aquela situação, principalmente da cara mal-disposta de Tsunade-sama versão rocha. A sua face também já se encontrava na montanha.
- Naruto! – Sakura chama Naruto – Espera por mim!
- Sakura-chan! O que foi? – pergunta Naruto.
- Aonde vais?
- Vou ter com a Tsunade-sama. – Naruto mostra uma cara confiante – Para que serviram 5 anos longe da minha casa e dos meus amigos?
- Naruto, eu já não sou genin, agora sou chunnin!
- O quê?! – Naruto fica escandalizado, como e porquê?! Ele era ainda um genin!
- Acho que és o único na tua tua idade que és genin, mas também és o único que recebeste um treino do Jiraya-sama.
- Ah! O que tem o Ero-sennin de especial? Já são todos chunnins e eu não!!!!!!!!!!!!!!!!!
- Mas... – olha triste para Naruto, não era ele que queria ser Hokage?
- Vamos ter com a Tsunade-sama! – diz, desconversando.
No escritório da Tsunade, barulhos estranhos despertaram a atenção dela:
- O que é isto? – pergunta Tsunade – Faz-me lembrar uma certa pessoa muito barulhenta...
A porta abre-se, ficando escancarada. Avistavam-se os olhos azuis, cheios de confiança e alegria. Só podia ser...
- Naruto! – exclama Tsunade, levantando-se da cadeira.
- Certo! – diz Naruto, rindo sarcasticamente.
- Ai......... – suspira Tsunade – Voltaste... – suava a umas boas-vindas enfandonhas.
- Tsunade-sama!!! – grita Naruto raivoso, com uma veinha na testa – “Voltaste...”? O que é isso? Resmungona como sempre!
- Naruto! – grita Tsunade, já rosnando.
Naruto parecia que se havia esquecido do mau humor de Tsunade, porque naquele momento ele despertara a fera de Tsunade. Jiraya afasta-os e mostra um bloco com apontamentos. Tsunade lê-os atentamente e sorri, maliciosa. À medida que continua a ler os apontamentos, o seu sorriso desaparece e faz uma cara de espanto. Deixa escapar um murmúrio que parecia soar a um “Como isto é possível?”. Tsunade olha determinada para Jiraya e pergunta:
- Isto é verdade?
- Não tenhas dúvidas. – diz Jiraya.
Naruto parecia perceber a situação, até que Sakura lhe diz que possivelmente aqueles apontamentos eram um relatório do seu treino com Jiraya. Naruto põe uma expressão séria e aperta os punhos com força. Sakura observa toda a situação. Tsunade vira-se para Naruto e dá-lhe um leve sorriso. Naruto faz uma cara desconfiada.
- Parabéns Naruto! – diz Tsunade, que se senta na seu cadeirão e preenche um papel, onde está escrito Uzumaki Naruto.
- Pelo quê? – pergunta Naruto.
- Acabas de virar chunnin, eh eh!
O queixo de Jiraya e Sakura caíram no chão.
- Mas eu não fiz o exame…
- Não interessa! Eu decidi agora isso e é assim que vai ser! – rosna – Porquê? Não queres?!
- Claro que quero! Agradecido!
Sakura estava a apreciar bastante o Naruto crescido, e afinal, ele já não era mais um genin. Sakura sabia porque Tsunade tinha tomado aquela decisão. Com certeza, o relatório do treino de Naruto era muito bom e tinha ouvido dizer que a Tsunade andava a arranjar os melhores ninjas para uma missão de S-rank. Naruto provavelmente seria um deles. Não sabia era em que consistia a missão, apenas sabia que era uma missão de S-rank.
Já cá fora, Sakura repara que Naruto parecia muito interessado, num pequeno livro nas suas mãos. O livro parecia ser igual aos que o Kakashi-sensei lia. Naruto à medida que mudava a sua expressão parecia mais ansiosa, e pequenos murmúrios, uma espécie de risada silenciosa, ouviam-se. De repente, Naruto fecha o livro e guarda-o na sua bolsinha. Fecha os olhos e inspira o ar profundamente. Sakura diz:
- Naruto?
- Ramen!!! – correu desalmadamente em direcção a uma lojinha.
- Naruto… – diz, enquanto uma pequena gota aparece e faz Sakura arrepender-se sobre o Naruto ter crescido – Naruto, espera por mim!
Na barraca de ramen, todos o receberam com muita alegria, havia uma certa melancolia nas palavras de todos, como se algo faltasse e que a chegada de Naruto pude-se redimir isso. Naruto mantinha o seu sorriso, pensando na palavra chunnin. Pensava para si mesmo que tinha de dar o seu melhor naquele momento, pois o seu sonho dependia do seu esforço, não se podia enfraquecer agora! Uma nova porta tinha-se aberto e estava na hora de abrir a seguinte: ser um jounin! Envolvido em seus pensamentos, deixou sair “Yeh!” bem alto, deixando toda gente a olhar para ele. Logo esfregou o seu cabelo e deu um sorriso sem graça. Olhou para Sakura, estava a ter um encontro com Sakura, era isso, não era?! Olhou atentamente para ela, comendo o seu ramen. Mas os seus olhos de sem querer fixaram outro ponto do seu corpo, que não a cara. Quando dera por si, a sua cara estava a ser magoada por um soco de Sakura. O que literalmente, o fez ir contra a parede. Os olhos de Sakura explodiam raiva, e logo de seguida, Naruto a viu ir se embora.
- Já passou tanto tempo e continuas um idiota... Que problemático!
- Shikamaru?! – perguntou Naruto, supreendido. Levantou-se, ainda meio tonto. – Continuas preguiçoso! – diz, tentando vingar-se do idiota.
- Parece que já voltaste... – olhou para Naruto e deu um pequeno sorriso – Ouvi dizer que és um chunnin...
- Pois sou! – nesse momento, recuperou a energia toda e veio ao de cima a sua determinação – Agora já te passei, ah ah!
- Referes-te a ser um chunnin melhor do que eu? – riu sarcasticamente – Eu já não sou um chunnin... Eu sou um jounin. – disse calmamente.
- O quê?!!! Quem que já é um jounin mais?
- Bom, deixa cá ver... – disse, fixando o seu olhar no ponto vazio – Ah! É isso! O Neji e o Gaara já são jounins, também – acabou, como se tivesse feito um grande esforço, soprou.
Naruto olhou determinado para o vazio, apertou os punhos e lançou o seu braço no ar:
- Um dia, eu tornarei-me Hokage!
- Que problemático... Aindas continuas com esse sonho?
- Já devias saber que sou mau em desistir! – disse e irritado ao mesmo tempo, por Shikamaru ter dado um longo sopro de repreensão.
De regresso ao seu apartamento, parou e olhou em volta. Um mundo de recordações veio ao de cima. Eram tantas, boas e más, mas baralhadas pelo tempo. Era como o tempo lhe quisesse pregar uma partida ou testar a sua memória. Longe de tudo, veio uma memória que ele nunca poderia esquecer… Veio a lembrança de um amigo, uma promessa, uma guerra e as lágrimas caídas no rosto daquela menina indefesa que agora se tornara forte e corajosa. “Eu prometi…” Pensou para si mesmo, “Eu prometi uma coisa que ainda não cumpri!”. E começou a limpar o seu quarto, limpou o pó como se quisesse afugentar as más recordações e apenas deixar o brilho das boas. Adormeceu, estafado na cama e embrenhou-se num mundo de sonhos e fantasia, um mundo cheio de memórias perdidas, um mundo cheio de respostas enigmáticas.
O sol queria rasgar o céu escuro, torná-lo azul e mostrar o seu esplendor. A lua preferia brilhar na escuridão, dar um pequeno espectáculo de luzes brilhantes e magia. Os espectadores miravam esta guerra soberana nos céus, que lhes oferecia um tom rosa e refrescante aos olhos. Uma guerra fascinante, uma guerra em que ambos os lados ganhavam, uma guerra que fornecia uma paz interior. Mas havia alguém que não achava essa guerra tão fascinante:
- Ai, que porra! Esse sol todo, não me deixa dormir! – resmunga Naruto, tentando dormir, colocando os lençóis sobre a sua cara.
De repente, uma sombra cobre a sua cara, deixando Naruto feliz. No entanto, a sua felicidade sumiu, quando se deu conta de que não sabia qual o motivo daquela sombra. Abriu os olhos levemente, procurando respostas e encontrara-a:
- Kakashi-sensei!!! – exclama Naruto.
- Yo! Naruto!
- O que pensas que estás fazer, empoleirado na minha janela?!
- Calma, calma! – diz, abanando as mãos num sinal de inocência – Vim-te falar, afinal foram 5 anos, não é?
- Pois foi! Mas podias ter entrado pela porta! Para que ela serve?!
- Na verdade, eu bati à porta, mas ninguém abriu.
- Eh, eh, eh, eh! – Naruto coçou o cabelo – Bom, mas o que vieste cá fazer para além de me cumprimentar?
- Un? – perguntou impressionado – Como é que tu sabias?
- Ah! Se fosse só isso, já te terias ido embora. – falou, em tom de razão.
- Meu mal, meu mal! Toma.
- Un? Uma carta? De quem é Kakashi-sensei?
Naruto olhou para a janela vazia e resmungou umas quantas coisas que é melhor não dizer. A carta parecia bastante cuidada, selada com uma pequena fita de brilhantes branca. Ao canto da carta estava escrito “Para Naruto” numa letra cuidada. Naruto abriu cuidadosamente o envelope, ansioso por descobrir o que guardava lá dentro. No seu interior havia uma pequena folha com uma bonita letra gravada. Então Naruto leu:

“Tu tens meu coração,
E por isso protejo-te,
Protejo-te,
Debaixo do meu chapéu-de-chuva....

Por vezes fico molhada,
Mas isso não importa,
Importa apenas ser amada,
Debaixo do meu chapéu-de-chuva...

Não recebo resposta,
Só o teu sorriso já me agrada,
Porque trocar-mos afecto não é uma lei imposta,
Debaixo do meu chapéu-de-chuva...

Está a nevar,
Vou-te puxar para junto de mim,
Porque apenas importa junto de ti ficar,
Debaixo do meu chapéu-de-chuva...

Apenas debaixo do meu chapéu-de-chuva, apenas junto de ti, debaixo do meu chapéu-de-chuva...”

Da Rapariga do Chapéu-de-Chuva


Última edição por em Sab Set 15, 2007 11:58 am, editado 1 vez(es)
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ninakat
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Sab Set 15, 2007 11:14 am

“Ooooooooooohhhhhhhhhhhhhhhh!!!” foi apenas o que Naruto conseguiu dizer. Não acreditava aquilo era uma espécie de declaração de amor! “Será que a Sakura-chan finalmente decidiu declarar-se a mim? Não, ela odeia-me! Mas podia ser que... O melhor é perguntar!” Naruto rapidamente se vestiu, saiu de casa a correr em direcção à barraquinha de ramen e saiu de lá tão veloz como tinha entrado. Foi em direcção ao hospital, onde arranjou um alvoroço e só se acalmou quando Sakura apareceu.
- Sinceramente Naruto! Já és um chunnin e mais velho! Já estava na hora de saberes comportares-te. – disse Sakura,em tom de repreensão, afegando a sua bata. – Tu dev-
Sakura fora interompida por um envelope colocado à frente do seu nariz, que dizia “Para Naruto”.
- O que é isto? – perguntou Sakura.
- Abre apenas... – diz Naruto, corado.
Sakura abriu cuidadosamente o envelope, a cada movimento, a respiração de Naruto tornava-se cada vez mais ofogante. Ela começou a ler as primeiras linhas, ele tinha o seu coração descompassado, mas ela apenas sorriu, nesse momento, ele sentiu seu coração parar e o seu ar acabar, era o fim. Ela olhava para o papel sorridente, ele esperava a resposta, a resposta não vinha e ele acrediatava cada vez mais na sua própria resposta: aquele sorriso, aquele olhar... E cada vez mais a sua própria resposta se instalava na sua mente, desnorteada pelos aparentes sinais. A sua pele perdera toda a sua cor, tornando-se pálida e assustadora, ela reparou nisso.
- Naruto! Estas-te a sentir bem? – perguntou Sakura preocupada.
“Ela está preocupada comigo, ela sorriu, ela me olhou assim!” – pensou Naruto – Sakura-chan, foste tu que me escreves-te essa carta? – disse timidamente.
- Naruto!!! – grunhou, enquanto as suas mãos davam uma pequena “massagem” matinal na barriga de Naruto – De onde tiras-te essa ideia! Tarado! Tarado! Tarado! Tarado!
- Sakura-chan... – murmurou, estremecendo a mão, tentando parar Sakura.
- Cala-te! – gritou, ganhando mais força.
Dez minutos depois, Naruto estava deitado no sofá da entrada, meio adormecido. Mas nos seus sonhos mais profundos, Sakura andava atrás dele, com um facalhão na mão, pronta para atacar. No momento em que ela o apanhou e preparava-se para espetar o facalhão, Naruto acordou do seu transe. Os seus olhos fixavam um ponto incerto na parede branca, completamente perdidos em sombras amaldiçoadas.
- Bons sonhos? - perguntou Sakura maliciosamente.
- An? – perguntou, tentado focar Sakura.
- Estava a perguntar se tivestes bons sonhos? – pergunta novamente, ainda com mais malicia na sua voz.
- ... – estava com medo de responder, não sabia o que ela pretendia com aquilo, mas ele não pretendia arriscar – Não sei.
Sakura estava sentada no sofá vermelho à sua frente, a sua posição era assustadora. As suas pernas estavam cruzadas, igual aos seus braços. O seu pé marcava um ritmo no chão, batendo repetidamente. O seu dedo seguia esse ritmo e os seus olhos mantinham-se fechados, apenas arqueando a sobrancelha.
- Quanto tempo eu terei perdido contigo? – perguntou Sakura.
- Não sei.
- Quantos doentes eu poderia ter socorrido?
- Não sei.
- Porque és tão estúpido?
- Sakura-chan.
Sakura abriu os olhos pela primeira vez e fintou o Naruto séria.
- Não fui eu que escrevi essa carta. Nem sei como pudeste pensar que fui eu. – parou para observar a expressão desiludida de Naruto. – Tenho pena da rapariga que te escreveu essa carta.
- Porquê?
- Para além de seres um idiota, essa rapariga tentou dizer-te algo mais do que declarar o seu amor.
- Ai sim? O que foi Sakura-chan? O que foi? Diz-me! – Naruto recuperou o seu ar acriançado, apesar de já ser bem grande.
- Ela tentou-te dizer quem era. – sorriu feliz.
- Quem é Sakura-chan?
- Não sei, e, mesmo que soubesse, não te diria! Tens de ser tu a descobrir.
- Mas...
- Chega de mas! Agora tenho de ir. – Sakura afastou-se de Naruto.
Sakura virou-se e disse:
- Vou-te só dar um conselho: Que tal responderes à rapariga do chapéu-de-chuva? Está um lindo dia de sol, acho desnecessário ela estar a utilizar o seu chapéu-de-chuva por causa de ti.
- Responder? – murmurou olhando enigamático para a carta.
Não muito longe dali:
- Menina posso fazer-lhe uma pergunta? – pergunta o senhor da papeleria.
- Claro. – respondeu uma doce voz, timidamente.
- Quem é sortudo que vai receber as suas palavras escritas neste lindo papel? É um pouco caro para se comprar em grandes quantidades.
- Na verdade... – disse a voz hesitante – Na verdade não sei se vou precisar mais deste conjunto de envelope e papel.
- Então porque compra? – pergunta o senhor curioso.
- Devemos estar prevenidos, mesmo que já saibamos que é quase impossível algo acontecer.
- Tem toda a razão! Que belas palavras! Quem seria o idiota que não responderia aos seus tão fascinantes textos?
- De certeza que não é um idiota. – disse, mas de seguida corou, ao pensar se deveria dizer o que queria – É apenas alguém que se sente demasiado inseguro e só. As minhas palavras são apenas a sua companhia.
- Adoro os seus pontos de vista, mas não vou incomoda-la mais com a minha curiosidade. Tenha um bom dia, e já agora, uma resposta à sua constante companhia.
Nesse momento, Naruto entra desalmado na papelaria chocando contra alguém que entretanto ia sair da própria.
- Gomen! – Naruto olha espantado para o que via – Hinata!
- Na-na-ruto. – diz timidamente, incomodada pela proximidade das suas caras.
Naruto levanta-se e ajuda Hinata a levantar-se, esticando a sua mão. Este gesto fez a rapariga corar totalmente e quando tocou a mão de Naruto, os seus sentidos iam-se perdendo naquele gesto. Naruto riu-se infantilmente, ao reaver a amiga.
- Hinata! Há muito tempo, eheh! Eu voltei!
- Fico Muito contente por ti, Naruto-kun. Ouvi dizer que tornaste-te chunnin.
- É verdade! E tu também tornaste-te Hinata, cumpris-te a tua promessa!
Hinata ficou espantada ao ver que Naruto não tinha esquecido aquele momento.
- É, p-p-pois foi. – disse sem encarar os olhos de Naruto.
- Que fazes por aqui?
- E-e-eu vim buscar uma revista para ler. – diz mostrando o saco que tinha em suas mãos, mas rapidamente o pôs na sua trás – Eu vou indo. – Não esperou pela resposta de Naruto e saiu da papelaria.
- Vieste buscar uma revistinha? – diz, o homem, com um ar perverso.
- Não! – Naruto reparou numa menina que parecia que ia a sair da papelaria, mas ficara a olhar timidamente para ele – Hei, homem, não tem daqueles conjuntos de envelope mais papel? – disse apontando para o saco da menina.
A seguir ao que Naruto disse, a menina pareceu ficar estremamente corada e foi-se embora.
- Tenho sim! – disse o homem enquanto se baixava em busca do conjunto. – Parece que este conjunto está a ter muita saída!
- Sério?
- Sim, acho que tenho de mandar vir mais. Há muitas pessoas que querem este conjunto, algumas levam mais que outras.
- Bom, eu também vou levar^^
- E uma revistinha, não vai? – sussurrou o homem.
- Não tenho tempo para isso agora, adeus!
- É só conjuntos! E este mês que mandei vir mais daquelas revistas, ninguém compra! – disse, irritado. – Un? Quem se esqueceu do chapéu-de-chuva aqui? Que estranho! Quem andaria com um chapéu-de-chuva com um dia tão bonito como este? E está bem gasto, parece que lhe andaram a dar murros, o melhor é guardar.
O homem guardou aquele velho chapéu-de-chuva, marcado de feridas saradas pelo tempo, tinha imensos remendos.
Uma pequena criança corria pelas ruas de Konoha, muito corada e desesperada.” Ele não me descobriu, ele não me descobriu!”. A menina parou e sentou-se num banco de uma rua, abriu o seu saco e retirou uns envelopes iguais ao que Naruto comprou. “Parece que estão a vender muito…” pensou a menina. De seguida retirou da sua velha sacola castanha, pincéis, envelopes em branco e folhas, passou o pincel sobe aqueles papéis tornando-os peças preciosas, de beleza infinita. Esteve horas pintando os papéis à mão e cuidadosamente guardou-os na sua sacola velha. Andou calmamente de volta. Parou em frente à papelaria e reparou na tabuleta a dizer “Volto já”. Sorriu com a situação e colocou uma encomenda com um recadinho que dizia: “Por estar a vender tanto, esta é de graça.”, junto à porta. Quando se preparava para se ir embora, alguém lhe falou:
- Como vai a tua memória? – perguntam.
- Não me lembro de nada, pai.
- Porque insistes de chamar-me de pai?
- Desculpe Kakashi-kun, não queria incomoda-lo, apenas faz-me lembrar o meu pai, apesar de não saber quem ele é. É uma espécie de intuição.
- Não tem mal. Apenas queria saber porquê. – diz Kakashi, tentando que ela fique com uma cara menos séria. – Que fazes por aqui?
- Vim à papelaria, mas parece que está fechada. – diz, fingindo dizer a verdade.
- Tudo bem! – diz sorrindo. – Vejo-te por aí!
A menina apenas encostou seu corpo à porta e ficou por ali, durante muito tempo.
Konohoa aparentava estar calma e radiava toda a sua passividade. No entanto, numa barraquinha de ramen, parecia haver bastante agitação.
- Eu já disse que não te vou ajudar a escrever lamechices. – dizia Shikamaru.
- Vá lá! Ela escreveu-me assim, palavras tão bonitas e agora o que eu digo? – implorava Naruto.
- Como tu és problemático… – suspirou. – Afinal estás-me a pedir o quê? A pedir para decidir por ti, se deves dizer que gostas dela ou não ou a pedir para te ajudar a escrever algo direito?
- A última! – Naruto já fazia olhinhos tristes para Shikamaru.
- Que trabalhão! Então diz-me o que queres escrever? – perguntou, já bufando, ao pensar no trabalho que ia ter.
- Eu quero perguntar quem ela é!
- Então escreve assim: “Quem tu és?”. Ah! Quem com que qua-qua.
- Não me gozes. Agora a sério. Diz uma coisa bonitinha para eu escrever.
- Está bem. Escreve “Who are you?” Escr-
- O que quer dizer isso?
- Para que queres saber? Escreve-
- Espera! Eu não quero em outra língua!
“Que trabalhoso isto vai ser!” pensou. – Está bem. Mete…
Passado meia hora de correcções de palavras e de desmaios por causa de erros ortográficos estrondosos, eles finalmente acabaram o seu ramen e a carta. Então Shikamaru pediu a Naruto para ler em voz alta, para verificar se ficava bonito ou não. Ficou mais ou menos assim:

“Rapariga do Chapéu-de-Chuva, porque me escondes o teu verdadeiro nome? Tenho a certeza que teu nome é como as flores de cerejeira: Nascem pequenas, mas depressa se tornam linda flores rosa que neste momento caiem sobre minha face e me fazem acalmar. Teu nome é como elas, pode ser pequeno mas suas letras são estrondosas, e agora o teu nome abraça minha alma perdida. Minha alma busca teu nome, mas será que usarás o teu chapéu-de-chuva para me proteger do teu nome? E se isso acontecer será porque teu nome é demasiado grande e único para caber em meu coração? Será porque meu coração é alguém ignorante que não consegue perceber quem és? Deve ser por isso que neste lindo dia abriste o teu chapéu-de-chuva para me proteger e cansaste teu espírito em mim, porque apenas queres o meu sorriso debaixo do teu chapéu-de-chuva. Não o abras. Eu não tenho medo do teu nome… Rapariga do Chapéu-de-Chuva!”

- Ficou bonitinho! – diz feliz, Naruto. – Agora é só entregar!
- Ficas-me a dever uma. Agora eu vou indo. – falou, afastando-se.
- Obrigado Shikamaru! – diz, acenando-lhe.
“Como esse tipo é idiota! Não vais ficar Muito contente por muito tempo.” Pensou, sorrindo maliciosamente.
- Naruto! – diz o homem.
- Sim? – responde Naruto.
- Está aqui a conta.
Naruto olha para o preço e berra.
- O, homem! Como pode ser este o preço?!
- O teu amigo, disse para pôr o ramen na tua conta.
- O-o-o q-q-q-q-uu-e? – Naruto encontrava-se pálido como o cal, enquanto abria o seu sapinho e dava, chorando, o dinheiro.
Naruto agarrava o seu sapinho e abanava-o constantemente, tentando ouvir o tilintar das moedas inexistentes. Caminhava sem destino, apenas à procura de Kakashi. Quando finalmente o encontrou, pediu-lhe para entregar a sua carta à menina que lhe tinha dado a outra. Kakashi apenas sorriu. Depois de despedir-se de Kakashi ele lembrou-se do que havia de fazer a seguir. Talvez treinar, mas não o queria fazer sozinho. Não havia missões e além disso todos estavam fora, em missões. Então lembrou-se que Ero-sennin lhe tinha dito que ia colectar informações. Aí, ele decidiu procurar Ero-sennin e saber mais sobre o próximo livro dele, estava ansioso por ler mais. Agora percebia o Kakashi-sensei, aqueles livros eram simplesmente emocionantes, cheios de aventura e com muitas… mulheres! Os olhos de Naruto olhavam sonhadoramente para o céu (para não dizer famintos XD).
A menina olhava para o seu velho chapéu-de-chuva, cheio de remendos, que havia esquecido na papelaria, voltara ao parque e balançava-o levemente, em tom de alegria. Hinata passeava por ali, quando encontrou a menina. Cumprimento-a calorosamente, sentou-se ao lado dela e o silêncio instalou-se. Pareciam estar uma longa e interessante conversa surda, uma conversa momentânea mas íntima, tão íntima que não se conseguia ouvir. Mas as suas expressões diziam a verdade, ambas pareciam esperar por alguma coisa, ou, por alguém. Até que alguém se aproximou delas e entregou algo a uma daquelas presenças femininas.
- Está aqui. – falou alguém, seriamente.
O vulto feminino a quem esse alguém se dirigia pareceu ficar surpreendido e ao mesmo tempo feliz. O vulto feminino pegou com todo o carinho o objecto. A outra presença pareceu sorrir confiante.
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Sab Set 15, 2007 11:56 am

agora vai demorar xD
ja que nos outros foruns ja vais para escrever o 1ºcapitulo da segunda season ^^
Spoiler:
 
tá lindo <3
esta rapariga para mim é a Deusa das Fics <3 escreve tao bem <3

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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Sab Set 15, 2007 12:18 pm

Deusa das Fics?! x'D exagero... obrigado^^
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Sab Set 15, 2007 12:27 pm

exagero nada <3

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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Sab Set 15, 2007 12:36 pm

pronto ficas na tua que eu fico na minha -.- (exagerada na mesma...)
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Sab Set 15, 2007 1:05 pm

TA LINDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO Nagisa e Honoka Pomp


COMO SEMPRE, Nagisa e Honoka Pomp E A MAY TEM RAZAO VC É A DEUSA DAS FICS Nagisa e Honoka Pomp A NINKAT É A MELHOR DE TODAS Nagisa e Honoka Pomp
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ninakat
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Sab Set 15, 2007 1:09 pm

obrigado mas eu acho que es tu e que es a melhor de todas (sem ofensa as outras pessoas que escrevem fics, porque ja li umas muito bonitas)!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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May
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Sab Set 15, 2007 2:30 pm

e tu esqueçes-te de por ali em cima que a fic tem umas partes...
nao muito apropriadas x)
ou puseste? o.O
*vai ver novamente*
*editado*
pos sim senhora 8D
"Ps: Qualquer tipo de perversão é devido aos leitores que tenho XD
E POE AS CULPAS EM MIM E NA SAKURASTAR! vais apanhar menina ninakat! *MAD*

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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Sab Set 15, 2007 3:15 pm

yeee
a magnifica fic da ninakat *___*
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Seg Set 17, 2007 5:24 am

arigatou gozaimasu^^
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Seg Set 17, 2007 11:52 am

esta fic e um maximo não e?
Grito para o resto do forum !
Ninakat simplesmente lindo !
Tão lindo ! Muito Alegre
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Seg Set 17, 2007 3:49 pm

voces sao simpaticas, an? Cool
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Ter Set 18, 2007 1:10 pm

nos nao somos ismpaticas, somos apenas realistas Cool

ps: e eu nao sou nem nunca serei a melhor a ninkat é que é e sera sempre a melhor Razz
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May
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Ter Set 18, 2007 3:26 pm

ninakat rula <3
VIVA A DEUSA DAS FANFICS <3
a ninakat é a minha inspiraçao *_*
a partir de agora ninakat é a minha sensei <3
eu tenho que me inspirar nela para fazer romances nas minhas fanfics!
*MAD*

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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Qua Set 19, 2007 5:48 am

Capitulo 2

“ A Resposta e a Aurora”

As longas madeixas negras assentavam levemente sobre o papel, sentidas pela macia textura daquele papel. Lindas palavras eram gravadas nele, mas muitas vezes apagadas e novamente escritas. Eram palavras sentidas por uma alma perdida, apenas em busca de amor, eram palavras baralhadas por turbilhões de sentimentos que Naruto desconhecia. Eram palavras sentimentalistas que apenas alguém que ama de verdade, conseguia algum dia escrever. Eram palavras sentidas debaixo de um chapéu-de-chuva…
Ela deitou-se tarde, ficando horas sentada na sua secretária, à luz das velas para que não notassem que ela se encontrava acordada. Durante todo aquele tempo, ela escreveu insistentemente, mas todas as palavras pareciam ser insuficientes. A sua alma dava um grito abafado num vazio incompleto, incompleto pela ausência de amor. O seu grito chamava desesperadamente por Naruto, mas era tão tímido que ninguém ouvia. E foi assim pela noite fora, entre palavras perdidas e sonhos distantes.
Era o mesmo ritual todas as manhãs, levantava-se vagarosamente, fazia a sua higiene pessoal e depois procurava no seu armário alguma peça linda por descobrir. Mas era sempre o mesmo armário enfadonho, cheio de tons cor-de-rosa, acabava sempre por se decidir por alguma coisa que ela achava que era a pior coisa que havia que no armário. No entanto, aos olhos dos outros, a sua beleza era realmente considerável, principalmente desde que cortara o seu cabelo e o atava com a faixa protectora de Konoha, dando-lhe um ar divertido e feminino. Olhava-se ao espelho por último, ajeitava a faixa e dava um leve sorriso para o espelho.
Só que daquela vez algo alterou-se, ela não saiu de casa e foi em direcção ao hospital, ela apenas ficou a olhar-se ao espelho e cada vez mais a embrenhar-se em memórias que o espelho lha entregava.

***** Memória *****

Havia sossego naquele jardim de Konoha, os dois estavam sentados ali, naquele banco solitário. Um banco que dois anos e meio depois estaria a ser usado por duas belas meninas e um chapéu-de-chuva. Naquele momento estava a ser usado pelo sério Gaara e a inocente Sakura. Ambos permaneciam em silêncio, mas Gaara decidiu começar:
- Na minha vila não temos a oportunidade de apreciar este espectáculo. – disse calmamente, fixando os pássaros que dançavam em volta de um árvore.
- É. É mesmo um bonito espectáculo. – confirmou Sakura.
- Pois é. Mas eu chamei-te aqui não foi para falar disso. – disse, encarando Sakura pela primeira vez. – Eu queria agradecer-te pela ajuda que nos deste na nossa missão.
- Não foi nada! Não precisas de agradecer, eu sinto-me feliz por ter sido útil.
- Posso fazer uma pergunta?
- Já fizeste, eh eh! – riu sem graça, ao ver que Gaara continuava com aquela cara séria. – Gracinha minha! Qual é a pergunta?
Gaara levantou-se, cruzou os braços e fechou os olhos. Ele deu um meio sorriso a Sakura e perguntou:
- Porque queres ser tão útil? – abriu os olhos lentamente, encarando Sakura, que já se havia levantado.
- Eu dantes ia em missões e só ficava a atrapalhar. Em vez de ajudar, acabava sempre por ter de ser socorrida pelos meus colegas, além disso, nunca os fui capaz de proteger como ele protegeram a mim. Acabava sempre por ser um incómodo. – suspirou.
- Hum… E eu a pensar que tu fizeste isto tudo pelo Sasuke. Para lhe provar que conseguias ser uma rapariga forte.
Aquele nome bateu forte no coração de Sakura, esse era realmente o seu ponto fraco. Aquele nome saindo da boca de alguém, forte e bem sonoro. Aquele nome até agora só habitava na sua mente, durante todas as noites da sua vida. Naquele instante ela ouvira esse nome na voz de alguém, o que já não acontecia à algum tempo. O nome pareceu ter ganhando nova vida e tornando-se mais forte e intenso. A sua mente não conseguiu aguentar tal nome e, logo o seu corpo enfraqueceu, o seu coração bateu mais depressa e um amor perdido veio ao de cima.
- Gaara… – murmurou.
- Esquece-o. – disse Gaara – Se continuares a viver para ele, vais acabar por perder tudo o que já tens, num acto de loucura. Apenas esquece-o…
Gaara agarrou cuidadosamente a cabeça de Sakura e levantou-a até poder ver as lágrimas de Sakura caírem-lhe pelo rosto alcançando os dedos dele. Ele aproximou-se cada vez mais dos lábios de Sakura e tocou-os com os seus, num doce beijo. Sakura seguiu os seus movimentos e aos poucos aquele beijo tornou-se cada vez mais profundo. No fim, Gaara limpou as lágrimas de Sakura e disse-lhe:
- Não chores… – afastou-se seriamente em direcção a uma saída e desapareceu no horizonte.
- Gaara… – murmurou Sakura.

***** Fim da Memória *****

“Esta sou eu?” Pensou, tocando o espelho. “Desculpa, Gaara. Eu fiz o que tu pediste, só que ele aparecia todas as noites para me atormentar. E agora? Agora ele voltou. Um ano depois de me teres dito isso, ele voltou… Cada vez é mais difícil! Este desespero consome-me cada vez mais e à medida que o tempo passa, sinto-me completamente perdida. Ele… Ele fala-me simpaticamente e protege-me todos os dias, mas eu nunca ouvi uma palavra de agradecimento, nunca! Continuo a amá-lo… E continuo a viver para ele sem nada em troca…” Os seus pensamentos foram interrompidos por um “Chegas atrasada!”.
Sakura saiu a correr de casa, mas quando chegou ao hospital:
- O que se passa? – perguntou Sakura.
- Houve uns problemas técnicos e estamos a funcionar a meio gás. Hoje não precisamos de ti, considera isto como uma folga. – diz Tsunade.
- Ma-
- O QUE É QUE ESTÃO A FAZER?!!! Eu já disse que isso era para ontem! – gritou para os mecânicos que estavam ali – Un? O que é que estás ai fazer? Vai-te embora.
- Mas…
- XÔ!!!!! – gritou para Sakura, empurrando-a para trás.
- Sakura-chan!!! – gritou Naruto.
- O que estás aqui a fazer tão cedo? – perguntou Sakura.
- Eu vim perguntar se viste o Kakashi-sensei! Viste?
- Eu não o vi, mas porque andas à procura dele?
- Sabes a rapariga do chapéu-de-chuva? Eu mandei-lhe uma respo-
- Ai, que bom Naruto! Ganhaste juízo. Que bom! – Naruto era abraçado por ela, fazendo-o corar levemente. – Mas o que tem a ver o Kakashi-sensei com isso?
- Bom, foi ele que me entregou a carta, então eu dei-lhe uma nova carta com a resposta. Só que eu ainda não vi o Kakashi-sensei para saber a resposta dela!
- Naruto, ainda é cedo. Talvez mais para a tarde tu recebas uma resposta.
E Sakura tinha razão. Naruto olhava para o relógio do seu quarto: 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16 horas… Ele podia jurar que já sabia de cor cada movimento daquele relógio, cada instante, cada segundo. Então, fartou-se de esperar e saiu de casa, à procura de Kakashi.
Entretanto, no outro lado da vila:
- Yo, Sakura! – cumprimentou Kakashi.
- Oi, Kakashi.
- Não viste por aí o Naruto?
- E se vi! Ele anda louco à tua procura. Quer saber a resposta.
- Meu mal, meu mal… Agora já não tenho tempo para andar à procura dele. E como não te quero incomodar, deves estar ocupada com o hospital, a quem eu vou pedir? – diz Kakashi, olhando em volta.
-Estás eng-
- Sasuke! – grita Kakashi.
Sakura olha para a sua trás. Era ele! Era o Sasuke! Ela apenas permaneceu quieta, como se algo muito soberano passa-se à sua frente.
- Sim? – perguntou Sasuke.
- Podias levar isto para o Naruto? – pediu Kakashi.
- Para Naruto? – perguntou, pensativo. – Tudo bem.
- Eu vou contigo! – disse Sakura, ela não queria acreditar que eles iam-se reencontrar, e ela sabia perfeitamente que Naruto pensava que ele ainda continuava do lado de Orochimaru.
- Eu não preciso de guarda-costas. – disse arrogantemente, ele sentia que aquilo seria um assunto a ser tratado de homem para homem.
- Pois é. Sakura não tinhas que ir para o hospital? – perguntou Kakashi.
- O hospital está com uns problemas e então eu fui dispensada.
- Ah! Então deve ser por isso que Tsunade-sama me chamou! Vejo-vos por aí!
Sasuke começou a andar em direcção à barraquinha de ramen que Naruto costumava ir. Então reparou que Sakura o seguia por trás, com a cabeça no chão, fixando os seus pés. Não queria magoá-la, mas aquele assunto não era mesmo para ela assistir.
- Sakura. Eu disse que não precisava de guarda-costas. – disse, parando no meio do caminho. Sem olhar para ela.
Ela tentou conter a sua tristeza, ela sabia que já não podia ser a infantil menina de 13 anos, que obedecia às suas ordens sem contestar e lhe fazia todos os favores, acabando ela por ser a prejudicada. Apertou os punhos com força, ergueu a cabeça e disse:
- Quem te disse que não precisas? – enfrentou-o – Quando estás à frente de Naruto tornas-te como ele! Mas também não importa porque quem disse que eu estava a ser a tua guarda-costas?! Tenho mais que fazer do que cuidar de miúdos estúpidos.
Sasuke ficou sem reacção, nunca vira Sakura reagir assim. Já tinha notado algumas vezes que ela já formava a sua própria opinião, mas nunca pensaria que ela teria coragem de lhe falar assim. Observava-a espantado, enquanto ela andava para a frente.
- Então?! O que estás ai a fazer especado? Vai, que eu tenho de servir de guarda-costas do Naruto.
Sasuke sabia que por trás daquela coragem, estava uma inocente rapariga que lhe custava muito dizer aquelas palavras. Ele deu um meio sorriso.
- Parabéns Sakura. Acabaste de subir na minha consideração, mas tu não és ninguém na mesma. – disse, ultrapassando-a.
- Pois a mim não me interessa, não estou interessada em saber a opinião de pessoas como tu.
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Qua Set 19, 2007 5:49 am

- Não te preocupes Sakura. Tu és tão importante para mim como eu sou para ti.
A conversa acabou por ali, e os dois caminharam em direcção à barraquinha de ramen. Mas Naruto não estava lá. Então, Sasuke foi em direcção ao parque, não à procura de Naruto, mas sim para falar com Sakura, a sós, precisava de resolver aquela situação rapidamente. Na entrada do famoso parque:
- Sakura… – chamou Sasuke.
- Sim, eu sei. Eu também o vi! Olha! – disse Sakura ansiosa.
- Pois… – falou, desiludido.
Naruto andava para trás e para a frente no passeio do parque, parecia bastante ansioso e nervoso também. Segura o seu sapinho, amachucando-o com as mãos, nunca ele fora tão maltratado. Sasuke aproximava-se a passos largos, com o seu ar de badboy habitual e com aquele olhar viciante. Sakura observava tudo intensamente, como que o mundo fosse desabar naquele momento. Isso podia até acontecer, devido ao impacto irreal entre os dois. Eles sãos os melhores amigos, mas partilham essa amizade de maneira diferente, parece que se confrontado um com o outro, eles mostram que são os melhores amigos do mundo. Sakura realmente nunca compreendera isso, achava tão infantil e estúpido.
- Naruto. – fala Sasuke.
Naruto sente um arrepio, deixa cair o seu sapinho no chão e aperta os punhos com toda a sua força, aquela voz, não podia ser.
- Naruto. – fala Sasuke novamente.
Naruto persistia em não se virar, queria ter a certeza que aquela voz era uma alucinação, mas uma voz familiar chamou-lhe:
- Naruto, nós viemos entregar-te a resposta da rapariga. – falou Sakura.
Ele agora tinha a certeza que aquilo não era uma ilusão, mas a outra voz, não podia ser. Ele sentiu alguém tocar-lhe no ombro e lentamente virou-se para esse alguém. Deparou-se com ele, era ele. O que estava ele ali a fazer? Porque ele estava ali?
- Sasuke! – gritou Naruto, tirando a mão do amigo para trás e afastando-se.
- Naruto, é normal que estejas confuso, mas tem calma. É uma longa história… – disse Sakura metendo-se no meio dos dois.
Então toda a história foi explicada a Naruto, desde a fuga de Sasuke de Orochimaru quando ele tentou tomar seu corpo e a chegada dele, esteve meio ano preso e rapidamente foi aceite por todos, apesar de haver alguns olhares recaídos sobre ele. No entanto era só Sakura que falava, como se tivesse em sua volta de paredes adormecidas pelo tempo, apelava à atenção delas falando as suas histórias pouco interessantes. Finalmente as paredes responderam, não a Sakura, elas falaram entre si, em gritos imperativos e desafiadores. No meio daquele fogo cruzado sempre esteve Sakura, que apenas se limitava a apaziguar aquela eterna disputa.
- Bom, tu continuas um gato medroso… – diz Sasuke, fazendo careta.
- Quem te disse que eu sou um gato medroso? – resmungou Naruto, pondo-se em frente a Sasuke, bem perto da cara dele, lançando um olhar furioso.
- Eu! E é mais que suficiente! – diz Sasuke, aproximando-se da face de Naruto e lançando-lhe um olhar igualmente furioso.
- Ora se-
Naquele momento, Hinata vinha em direcção a Naruto, a correr. Só que uma pedra meteu-se no seu caminho fazendo-a tropeçar e na tentativa de se segurar, tocou em Naruto. Naruto, por sua vez inquinou-se para a frente e colou seus lábios nos de Sasuke. Um beijo estrondoso ocorreu naquele momento, entre aqueles dois amigos, eles ficaram sem reacção. Largaram-se no instante a seguir e Sakura apenas caiu para o lado, completamente chocada. Hinata logo se levantou e muito corada disse:
- Des-desculpa, Naruto-kun. Não era a minha intenção! – murmurou muito envergonhada, colocando as mãos juntas e aproximando-as do rosto.
Cada um mostrava bastante enojado com aquele beijo e cuspiam saliva para o chão. Mas Naruto prestou atenção a Hinata:
- Não faz mal, Hinata. Não faz mal… – de seguida Naruto virou-se para trás e soltou lágrimas desesperadas.
- Não faz mal? Fala por ti! Eu não me viro para esses lados! – diz Sasuke.
- O que queres dizer com isso? Por acaso não estás a insinuar que eu sou… – berra, aproximando-se de Sasuke.
- Chega para lá. – diz Sasuke, enxotando o amigo. – Já da outra vez foi a mesma coisa.
- Da outra vez empurraram-me como agora!
- Pois e eu sou o pai natal…
Enquanto aquele dois embirravam um com o outro, Sakura recuperava do choque. Estafada sentou-se no banco e falou:
- Sasuke-ku… – ela não completou ao reparar o que iria dizer – Sasuke já destes a carta ao Naruto?
Ninguém respondeu. O silêncio imperou naquele momento, principalmente na mente de Sasuke. Sakura sempre o chamara de Sasuke-kun e a ausência daquele pormenor pareceu abate-lo por completo. Estava tão habituado que aquela ausência fora demais. Disfarçando o assunto, disse:
- É verdade. Kakashi-sensei mandou trazer isto para ti. – estendeu a mão, pegando um envelope.
- A minha resposta!!! – diz Naruto, saltando de alegria e beijando o envelope.
- Que coisa pirosa. – disse, fanzendo uma careta.
- Isso é tudo inveja?!
- Cala boca!
Hinata pareceu corar sobre o assunto, até que:
- Naruto-kun – disse batendo os dedinhos.
- Sim?
- Eu vim cá porque Tsunade-sama pediu-me para te chamar ao escritório dela…
- Então eu vou já para lá! – disse, saindo a correr.
- Espera! Por acaso já me agradeceste? – disse Sasuke, correndo atrás dele.
Uma menina bastante corada apareceu em frente de Sakura e Hinata, que estavam sentadas.
- Quem és tu? – perguntou Sakura.
- É a Aurora. – disse Hinata rapidamente. – Ela apareceu em Konoha há pouco tempo. Quando a encontraram ela estava desmaiada numa colina e fazia-se a aurora dessa colina. Quando ela acordou perguntaram-lhe o nome mas ela disse Aurora, apontando para o céu. Então deram-lhe esse nome porque ela realmente não se lembra de nada, nem sequer de quem é. Ela trazia apenas uma sacola velha com pincéis e um velho guarda-chuva. – terminou, sorrindo.
- Oi Aurora. Porque andas com o chapéu-de-chuva? É verão em Konoha, não precisas dele.
A menina de cabelos negros riu levemente e tomou uma posição tímida. Aí, Sakura reparou que Hinata e Aurora eram muito parecidas, ambas tinham longos cabelos negros e aparência angelical, mas Aurora tinha uns profundos olhos cinzentos e uma pele muito mais clara que a de Hinata. Ela usava uma espécie de túnica branca, andava descalça e na sua orelha avistava uma linda margarida. Ela parecia muito mais um anjo que Hinata, não propriamente pela aparência, as linhas que delineavam o seu corpo pareciam emitir um brilho claro em sua volta e o seu andar era tão leve que parecia flutuar. E a sua voz tão calma e doce disse:
- Do que estás a falar? – disse calmamente.
- Tu não sabes o que é Verão? – sorriu Sakura. – Normalmente quando é Verão as temperaturas sobem e quando sobem não há chuva, só no Inverno.
- Hum… Mas… O meu chapéu-de-chuva não serve para a chuva, serve sim para as tempestades do nosso coração… Algures no mundo alguém está a ser protegido pelo meu chapéu-de-chuva… Agora! – Aurora abriu o seu chapéu-de-chuva e ali ficou debaixo dele, com um sol radiante. – Além disso, algo está a acontecer… Porque vem aí tempestade…
Hinata colocou-se debaixo do chapéu-de-chuva e esperou junto de Aurora. Sakura permanecia sentada no banco, quando sentiu algo molhar o seu nariz, era uma gota de chuva. Olhou para o céu, o céu azul desaparecia, dando lugar a grandes nuvens cinzentas. Sakura correu em direcção ao chapéu-de-chuva, pondo-se debaixo dele, no entanto, esta desconfiada. Um chapéu-de-chuva com tantos remendos, com certeza não aguentaria a tempestade que vinha. No entanto, à medida que passavam pelas ruas de Konoha, as pessoas perdiam os seus chapéus-de-chuva e alguns eram estragados pelo vento. O chapéu-de-chuva, sobre o qual se encontrava, permanecia intacto.
- Espantoso! - murmurou Sakura.
- Estas tempestades não são como as tempestades do nosso coração. – diz Aurora.
- É, mas para ela já ter estes remendos todos, ele já deve ter enfrentado furacões!
- Não te impressiones muito, este chapéu-de-chuva nunca enfrentou esses furacões a que tu te referes. Ele estragou-se por que protegeu muitas pessoas, cada pessoa é um furacão. Ele é impossível estragar-se por fora, apenas quem está debaixo dele o pode danificar, porque por dentro dói sempre mais…
- Como tu dizes frases bonitas!
- As frases só fazem sentido quando ditas pela pessoa certa…
- Porque dizes isso?
- “Deixar de amar, é egoísmo da nossa parte, pois o fim é sempre o renascimento para o egoísta”. Como tu entendes isso, não é?
Como Aurora conseguiu tocar no coração de Sakura, tão rapidamente. Ela apenas se sentiu e permaneceu em silêncio. Aurora ficou calma, olhando para a sua frente. Hinata não parecia impressionada, mantendo-se calada. Chegaram a casa de Sakura, ela se despediu das meninas e agradeceu o favor. Depois, chegaram a casa de Hinata, mas aí, não foi só a despedida:
- Hinata. – chamou Aurora.
- Ouviste o que eu disse? Algo está a acontecer, vai-se tornar num grande furacão.
Hinata apenas assentiu, movendo a cabeça num sinal de confirmação.
No escritório de Tsunade:
- Perceberam todos? – diz Tsunade séria – Todos pensam que a Akatsuki foi derrotada e que todos os membros dela foram derrotados. Mas agora que a ameaça cai sobre nós, – aí, Tsunade olha para Naruto tristemente – é muito importante que ninguém saiba mesmo desta situação. Não quero pânico na vila!
- Certo! – disseram todos.
Aquela noticia tinha abalado Naruto. Ele pensava que tudo já estava resolvido, mas afinal tudo não passava de uma farsa. E uma grande farsa. Com aquela notícia nem sequer lhe apetecia comer ramen, então tomou o caminho de casa. Quando pôs a mão no bolso em busca das chaves, encontrou não a chaves, ele encontrou a carta da rapariga do chapéu-de-chuva! Como ele podia ter-se esquecido! Entrou rapidamente em casa e sentou-se na sua secretária então ele leu:

“Porque queres saber o meu nome? Não te agrada apenas a minha existência? Meu nome seria tão estrondoso que de certeza não caberia em teu coração tão puro, porque eu sou alguém demasiado apagado e sem vida para ti… Alguém sem vontade própria, vivendo sobe o domínio de alguém e cumprindo as regras fúteis da vida. Mas a vida é feita de coisas simples, como estas cartas. Torna-se tão simples que temos tendência para complicar e eu sou um desses casos, ao não querer dizer o meu nome. Talvez porque tenha medo ou num acto de egoísmo, já que eu sei o teu nome. Talvez estas cartas simples se tornem cada vez mais complicadas, nestas palavras confusas e que tu achas apenas “bonitas”… As frases só fazem sentido quando ditas pela pessoa certa… Creio que não seja a pessoa certa, já que o que sinto é apenas “algo da adolescência”, mas esse “algo da adolescência” começou quando muito antes desta fase e parece não querer sair dentro de mim. Estas palavras eu posso dizer, no melhor dos meus melhores porque nunca te consiguirei olhar-te nos olhos e dizer-te isto na cara…”


Rapariga do Chapéu-de-Chuva

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ui ui agora sou a deusa das fics <333

ps: so voces e que acham isso -_-
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Qua Set 19, 2007 7:37 am

mas é verdade!
que rapariga insegura! Rolling Eyes
E MESMO! Muito contente
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Qua Set 19, 2007 10:20 am

pergunta a + pessoas para veres o que elas acham... -_-
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Qua Set 19, 2007 2:00 pm

E pregunto!
Pronta a lutar
e vais ver! Dançando
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Qua Set 19, 2007 3:31 pm

pois pois quero ver isso! Cool
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Sex Set 21, 2007 10:18 am

Capitulo 3

“Acorda-me Mais Tarde…”

“Fiquei desiludido e completamente perdido nas tuas palavras. Se as frases só fazem sentido quando ditas pela pessoa certa, porque eu acho que dizeres que me amas, é tão certo para mim? Fiquei desiludido porque se me proteges tão intensamente, porque falas em fracassar e desistir? Fiquei completamente perdido em tuas palavras porque não as acho bonitas, mas sim sentidas. Tudo na vida é simples, tem desavenças e alegrias, mas o melhor é saber que alguém existe para nos guardar…Mas agora sei que o nosso mundo não é mais permanente do que uma onda a erguer-se no oceano. E quaisquer que sejam as nossas lutas e triunfos, como quer que os possamos sofrer, muito rapidamente se dissolvem todos numa aguada, como a tinta de pintar no papel.
Foi o que disse Sayuri, uma gueixa de Gion, que um dia deixou entornar uma gota de saqué no seu quimono, a gota caiu no abismo do preto quimono, passou por caminhos de seda dourada e acabou entre os dentes de um grande dragão, protegida de tudo e de todos… Sayuri abriu seu chapéu-de-chuva para proteger quem mais amava, por causa dessa obsessão, não deu conta que o seu amado toda a vida abriu um chapéu-de-chuva maior e mais forte para a proteger a ela… Seria tudo tão mais fácil para nós. Se eu e tu partilhássemos o mesmo chapéu-de-chuva ou talvez o deitássemos fora e pudéssemos viver ao sabor do vento, sem destino…”

Foi o que Naruto respondeu aquela carta cheia de dúvidas e incertezas, de gritos de desespero e pedidos de salvação, ele sabia muito bem que era péssimo em desistir. Não sabia como mas as palavras fluíram-lhe até ao papel, como os pequenos ribeiros que correm pela calçada, nascidos da chuva e com fim nas gretas que dão entrada a um mundo paralelo à cidade, um mundo criado debaixo de terra pelo homem. Passou a noite em branco, só a escrever aquelas palavras sem graça, cheias de inocência e completa infantilidade. Parece que de ambos os lados, aquelas noites eram passadas a olhar para as estrelas como se elas dessem respostas a infinitas questões que passavam pela cabeça deles. Ambos estavam em sintonia…
- Neji-nii-san! – exclamou Hinata, ao ver que Neji entrou no seu quarto silenciosamente e a viu espreitar da janela, as estrelas.
- Não devias estar a dormir? – perguntou sério, mas parecia apelar à prima para descansar.
- Não tenho sono… – saiu da janela, atrapalhada e sentou-se na cama, cabisbaixa.
- Hinata. – falou pausadamente – Não sofras demais. Lembra-te de fazer tudo por ti, não por outra pessoa. Tu precisas muito mais dessa força.
Hinata corou e ficou nervosa, sabia muito bem a capacidade de Neji de ler seus pensamentos, sabia ainda melhor que não valia a pena negar, mas a sua insegurança sobre o assunto e a pressão sobre a qual se encontrava, levou-lhe a fazer algo que ela sabia ser inútil, apenas na tentativa de dizer: “Não quero mais falar sobre o assunto!”:
- Não sei do que falas! – pela primeira vez, os sons que saiam da boca de Hinata, pareciam no mínimo, agressivos, logo Hinata se calou.
- Tudo bem. – saiu, fechando a porta num leve silêncio.
A sua cabeça repousava sobre a almofada, mas os seus olhos reviravam-se em direcção à janela, onde conseguia avistar, milhares pontos luminosos, cantando em sintonia e dançando um ritmo inexistente. Todo esse encantamento da noite, que maravilhava os namorados, fazia estremecer Sakura, principalmente a palavra namorados. Quando a palavra ecoava intensamente na mente dela, as sombras do seu quarto saltavam de parede em parede e tomavam várias formas, várias vozes, várias paisagens… Uma, persistente, continuava saltando de parede em parede pela noite fora, mas esta assemelhava-se bastante à realidade, ela tomava a forma de um corpo masculino. Sakura tentava pegá-la, mesmo quando já estava embrenhada em seus sonhos… Consumida pela existência daquela sombra para todo o sempre, na vida e na morte… Novamente voltava a olhar as estrelas, em busca de um refúgio, mas estas apenas lhe retribuíam um sorriso e continuavam a sua interminável festa.
- Porque é que as pessoas procuram sempre as respostas nas estrelas? – pergunta-se Aurora – Torna-se tudo tão mais claro ao amanhecer…
Aurora encontrava-se empoleirada na janela de um quarto do hospital, apoiou seus pequenos pés no estreito da janela, com se fosse um poleiro, segurou-se com uma mão no vidro e ergueu o seu chapéu-de-chuva, como se fosse um objecto sagrado… Inspirou fundo e fechou os olhos, sentiu o vento bater-lhe na cara e seu corpo voltar a voar, sentiu ganhar asas e voar livremente e aí o seu brilho replasnesceu totalmente.
- Sinto o amanhecer chegar… – murmurou, mas de seguida abriu o seu chapéu-de-chuva – Ele está a chegar, Pai. – completou ternamente.
A música era sentida por todos os adormecidos em Konoha, começa com um leve piano cobrindo o amanhecer, depois vinha um triste violino, tocando as suas notas desesperadamente, a sua nota mais alta parecia uma abafada lamúria e novamente veio o piano, mas desta vez ele quis dizer alguma coisa, tarde demais… O violino chorou pela sua inexistência naquela música completamente encantada, foi o fim… Aquilo era a música que marcava aquele dia, e não há nada melhor do que ver a aurora resplandecer as suas cores.
O sono abatia-se sobre todos, quando a amanhecer chegou. Dormiam tão profundamente que o ia Verão e chegava novamente, como a vida lhes foi… Quando acordassem os flocos de neve abatiam-se no chão, suavemente. “ Acorda-me mais tarde…” era o que pediam à vida, isolando-se nos seus sonhos, embalados pela música do amanhecer. Mas a vida persistia em acordá-los daquele longo e profundo sono, levantaram-se sonolentos, prontos para mais um dia.
Naruto olhou para o seu calendário, a vermelho estava marcado o dia 29 de Julho, pareceu impressionado pelo o que viu, pois não se lembrava porque tinha marcado aquele dia, muito menos porquê. Apenas reparou que estávamos a dia 14 de Julho e que realmente não se lembrava de nada. Ao olhar para a sua secretária lembrou-se que tinha de entregar a resposta o mais rápido possível. A sua energia veio ao de cima subitamente.
- Kakashi-sensei! – gritou Naruto, em direcção a ele.
- Yo, Naruto! – sorriu.
- Já tenho aqui a resposta! – disse, abanando um envelope. – Entrega-lhe o mais rápido possível!
- Bom, eu vou entregar agora, então. Vejo-te por aí, Naruto!
Kakashi logo desapareceu. Naruto nessa altura pareceu racicionar por completo. Se Kakashi ia entregar a resposta, isso queria dizer que, certamente, ia-se encontrar com a rapariga do chapéu-de-chuva. A curiosidade dele despertou e rebentava de ansiedade, ele sabia onde Kakashi estava, ela sabia o que ele ia fazer, e ele ia poder saber a única coisa que naquele momento não sabia: Quem era a Rapariga do Chapéu-de-Chuva?
Ele seguiu Kakashi e foi ter ao parque. Realmente Kakashi entregou a carta a alguém, mas ele só conseguiu ver as madeixas pretas da rapariga, caídas sobre a túnica preta que ela usava. A túnica estendia-se até aos pés, tinha um longo capuz tapando-lhe a cara e atrás tinha um símbolo cor-de-rosa, branco e roxo. Na verdade era uma espécie de chama, que começava nas ancas e prolongava-se até mais ou menos à altura dos ombros. A sua tonalidade era mágica e fascinante, tornando-se roxa, passando pelo rosa e acabando em branco. Tentou aproximar-se um pouco mais, mas tudo acabou mal. Acabou por tropeçar numa raiz de uma árvore e chamado a atenção dos presentes. A rapariga ficou bastante nervosa e fez um sinal de espera a Kakashi. Abriu a carta rapidamente e leu-a calmamente, parece é que o conteúdo atrapalhou muito a rapariga. “Ele comparou-me a uma gueixa?” Pensou. A face da rapariga fica mais vermelha que o fogo. Naruto, no momento de distracção da rapariga conseguiu ver a sua face, reparou que ela encontrava-se bastante vermelha. Naruto perguntava-se a sí mesmo o que teria ele escrito que fizesse ela estar assim. No fim, o corpo da rapariga virou-se para o lado de Naruto. Ela correu em direcção a ele e escreveu num papel e depois mostro-lhe:

“Sem palavras… Vai começar a chover um dia e se nós não o pararmos, viveremos num Inverno para todo o sempre. Está a começar a chover… Fica ao pé de mim! Não vás! Tu podes ficar debaixo do meu chapéu-de-chuva, eu defenderei-te de tudo e de todos, mas por favor não vás… Esquece o meu nome, esquece quem sou, esquece tudo, apenas não te vás embora. Pode-mos adormecer e acordar mais tarde, quando o Verão voltar! Por favor!”

- Do que estás a falar? – perguntou, Naruto, confuso.
A rapariga encolheu seu corpo, levou o punho à sua boca e desviou a cabeça, coma outra mão, segurou forte o seu braço. Quando ia a dar um passo em direcção a Naruto, hesitou e recuou, mas…
- Diz-me. – falou ternamente.
A rapariga não aguentou mais o seu desespero e voltou-se para Naruto, dando um pequeno pulo para os braços de Naruto, colocou seus braços em volta do pescoço dele e ele, desprevenido, inclinou-se para trás tirando os pés do chão. E naquele momento é como se os dois voassem para trás, com a rapariga sobre ele e as lágrimas dela fugindo na direcção contrária. As suas lágrimas eram como diamantes, brilhavam à luz do sol, mas o seu valor era incalculável. Assentavam bem no vazio do ar, como qualquer diamante no pescoço de uma mulher e acabavam esquecidas no chão, como qualquer diamante num guarda-jóias.
Naruto sentiu as lágrimas dela molharem a camisola e reparou que era a oportunidade perfeita para lhe destapar o capuz. Ele não o fez. Porquê? Porque quando ela apertou com força sua camisola e chorou mais forte, percebeu o que ela lhe tentou dizer durante este tempo todo. Apenas apoio a sua sobre a cabeça dela e disse:
- O que estás a fazer? Se eu descobrir quem tu és agora, não vai ter graça!
Então levou as mãos aos olhos, tapando-os.
- Foge agora que eu não estou a ver! – disse, brincalhão.
A rapariga aproveitou a oportunidade e correu para fora do parque, desaparecendo no horizonte.
- Naruto, como és idiota… – murmurou Kakashi, lendo o seu habitual livro.
- Ah!!!!!! – exclamou maravilhado. – É o novo livro do Ero-sennin!!!
- Naruto, sabias que… – encostou a mão na boca – Isto vai haver… Muito… eh eh… Mistério! Missões impossíveis! Charme! E no final… tudo à base de… eh eh… GUEIXAS!!! – gritou, completamente extasiado.
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Sex Set 21, 2007 10:20 am

- Ah1 Eu tenho de ir agora comprar! Espera uma coisa, Kakashi-sensei. O que são mesmo gueixas?
Kakashi caiu completamente para o lado, com uma grande gota na aparecendo.
Já na papelaria:
- Naruto! Por cá outra vez? – perguntou o homem.
- Pois é! Mas desta vez vim buscar o novo volume do “ Ichi Ichi Paradise”!
- Eh… eh… Está fresquinho… eh eh… – disse o homem, perversamente.
- Óptimo! – gritou satisfeito.
- Está aqui. – deu.
Naruto pegou no livro e deu umas risadinhas perversas. Ele tinha de ler aquilo, imediatamente. Deixou o dinheiro em cima do balcão e saiu a correr da papelaria, abrandou o passo já cansado e foi andando, a ler o livro.
- Fogo! Desta vez o Ero-sennin deu-lhe bem! – exclamou, podendo ver-se um fio de baba escorrer-lhe pelo canto da boca.
Depressa sentiu alguém dar um carolo na sua cabeça. Quando se virou, deparou-se com Konohamaru.
- Ah! Seu puto ranhoso! Porque fizeste isso? – gritou, furioso.
- Deixa-me ler o teu livro! É o quê? - perguntou.
- Não tens idade, agora vai embora.
- Deixa-me ler só um bocadinho…
- Tu queres mesmo ler? Então diz-me porquê?
- Ora, porque falaram que tem gueixas!
- O que as gueixas têm de especial? – perguntou, confuso, já que ainda não sabia o que era gueixas.
- Não fales assim! Eu já não sou nenhuma criança, não me vais dizer que as gueixas são as ajudantes do pai natal?
- Ai são?
- Já disse para parares! Eu sei o que são gueixas! Deixa-me ler de uma vez! – ele saltou para cima de Naruto.
- Sai daqui! Eu não te vou deixar ler!!! Sai!
- Eu vou contar para Sakura o que contêm esses livros!
- Atreve-te! Seu safado! – preparou-se para lhe dar uma sova.
- O que é que me vais contar Konohamaru? – perguntou Sakura, de braços cruzados.
Naruto congelou naquele momento. Estava feito para toda a sua vida! Então o seu alarme de desculpas accionou.
- O que estás para aí a falar? Ele disse cortar!
Konohamaru mordeu a mão de Naruto.
- Ai, seu safado! Vou-te matar! – gritou Naruto para Konohamaru que já estava longe.
- Deixa ele ir! – ordenou Sakura.
- Claro! Eu não estava a pensar fazer qualquer tipo de maldade para com aquele anjinho.
“ Quando te apanhar… Deixa estar que vais aprender! É bom que tenhas uma boa desculpa, eu vou-te matar!” Pensou.
- Está bem… Bom, vamos? – perguntou Sakura, suspirando.
- Vamos? – perguntou, confuso.
Será que Sakura o estava a convidar para um encontro? Será que ele iria com ela comer ramen de carne de porco? E que depois ela confessaria que era a rapariga do chapéu-de-chuva? Esta última pergunta, espantou-o um bocado porque afinal, ele sentia qualquer coisa que dizia: “Não! Não é a Sakura!” E isto de certa forma, reconfortava-o.
- Esqueceste? Hoje são os jogos de Verão no parque.
- Pois é! Então vamos!
Sakura e Naruto entraram mo parque e já estavam todos lá, foram dos últimos a chegar. Neji estava sentado junto da sua prima Hinata e ao lado de Hinata estava uma menina que mais parecia um anjo. A menina e Hinata pareciam meias adormecidas e com uma expressão “Acordem-me mais tarde!”… Naruto decidiu ir ter com eles.
- Olá Hinata! – sorriu de orelha a orelha.
- O-o-o-o-o-o-lá Naru-to-to-kun. – disse, muito encabulada.
- Então, tudo bem?
- Não. – disse Neji.
- Então que se passa?
- Tu chegaste. – desviou o olhar, orgulhoso.
- Nem sei como Hinata te atura! – Resmungou e virando-se para Hinata. – Quem é a tua amiga?
Aurora pareceu corar bastante. Depois de Hinata contar toda a história, muito dificilmente porque Naruto por vezes agarrava-se a ela e pergunta e a seguir? E a seguir? Então Aurora falou:
- Naruto-kun?
- Sim, pequeno anjo?
- Eu não sou anjo. – corou muito.
- Se não és, pareces muito!
Aurora encabulou e virou os olhos para as suas pernas. Neji reparou e disse:
- Cala boca. Aurora está a ficar assustada!
- Cala boca tu!
- Não discutam! – Pediu Hinata.
- Ele é que está hoje para embirrar comigo! – estrebuchou Naruto.
- Posso fazer uma pergunta? – pediu Aurora.
- Claro^^ – disse Naruto.
- Eu queria saber… O que… Eu queria saber o que são gueixas! – a menina explodiu bem alto, fazendo toda gente olhar para eles, incrédulos.
- Bem… Aurora… Essas perguntas não se fazem… – informou Hinata.
Todos os presentes começam a cochichar coisas indecentes e Naruto não percebe porquê, afinal porque toda gente naquele dia, lhe perguntava ou falava de gueixas? Ele nem sequer sabia o que isso era!
- Bom… Não tem mal… Mas é melhor tu não saberes o que é, a coisa que é melhor nós não sabermos o que é… – disse, pensativo.
- Disseram-me que era uma profissão só de mulheres e eu queria saber o que era… Talvez um dia eu torne-me numa! – disse tímida.
Hinata ficou totalmente vermelha com o assunto.
- Naruto-kun! Não devias falar essas coisas com crianças, principalmente com uma menina. – disse um pouco na cautela, não queria que Naruto se zangasse com ela – Aurora? Quem te falou de gueixas?
- O pai.
Hinata sorriu, mas um pouco constrangida. Então disse:
- Não ligues para o que o teu pai diz… Pelo menos sobre o que ele falar sobre gueixas.
- Hinata? Quem é o pai dela? – perguntou Naruto.
- Eu! – Kakashi disse.
- O quê?! – gritou Naruto.
Naruto caiu tal e qual como Kakashi caiu quando ele lhe perguntou o que eram gueixas.
- Não é nada disso! – exclamou Hinata – A Aurora é que o trata por pai!
- Ah!!!!!!!!!!!!!!! Estava a ver…. – bufou Naruto.
- Kakashi-sensei, não devia falar essas coisas para Aurora. – disse timidamente, já que o assunto era perturbante.
- Meu mal, meu mal… – coçou o cabelo e riu-se num riso sem graça.
O tempo passou a correr, Naruto e Hinata adormeceram no descampado porque falavam entusiasmados de Aurora e Neji que estava ao lado deles, manteve-se preocupado em entretê-la. Então Neji levou Aurora a participar num dos jogos quando eles adormeceram. Quando Hinata abriu os olhos novamente, encontrava-se nos braços de Naruto, deitada no meio do descampado, então ela decidiu chama-lo:
- Naruto-kun?
- Sim? – disse sonolento.
- Podes-me soltar? É que eu tenho de ir, senão meu pai zanga-se.
- Esquece o teu pai… Luta por ti própria… Sê forte… Luta como a Sayuri! – sonolento.
Hinata sentiu-se intimidada com aquela situação, pois ela acabara de a comparar a uma gueixa e abraçava-a mais, mais, mais… Até que sentiu os lábios de Naruto tocarem a testa dela.
Na mente de Naruto ele sonhava com Hinata, que dizia constantemente Naruto-kun, e se aproximava mais dele, ao ponto de sentir a sua respiração… Então Naruto viu Hinata pegar a sua mão e coloca-la sobre seu peito e dizer: Ouves meu coração? Quando Hinata deixava cair a sua camisola… O grito despertou do seu sonho:
- Naruto-kun! – Hinata suplicou.
- O que é? – perguntou, atrapalhado.
- Onde estavas a pôr a mão? – Hinata se afastou dele.
- Un? Desculpa Hinata, eu estava a sonhar! – Naruto sentiu-se o homem mais desavergonhado do mundo, por estar a ter aqueles sonhos com a inocente Hinata.
A rapariga reagiu pior quando o Naruto disse sonhar.
- Não é o que estás a pensar Hinata! Eu estava a sonhar que tu irias lutar muito como a Sayuri! – estava completamente atrapalhado.
Hinata estava por completo atrapalhada e incomodada com a situação, despediu-se educadamente de Naruto e saiu a correr. Ele apenas conseguia pensar nas figuras que tinha acabado de fazer em frente a Hinata e ela certamente tinha ficado zangada com ele. Depressa sentiu uma presença e lançou um kunai em direcção a ela:
- Sai dai! – gritou Naruto.
O homem que saiu de trás da árvore era nem mais, nem menos que Shino. Naruto pareceu desaminar ao vê-lo.
- Eu vi tudo. – falou Shino, sério.
- O que viste? Tu não viste nada? O que havias de ter visto? – deu um riso sem graça, ao ver que estava em maus lençóis.
- Mais uma vez que tu faças isso a Hinata e vais ver o que te acontece! – agarrou Naruto pelos colarinhos.
- Ah! Eu odeio-te! Porque nos estavas a espiar, seu cusco? – disse, esperneando nas mãos dele.
- Cala boca. – falou.
- O que foi o que eu fiz? – perguntou, confuso.
- Não voltes mais a comparar Hinata com uma gueixa! – apertou-lhe mais os colarinhos.
- Porquê?
- Porque Hinata não é ordinária como tu!
- Não percebi.
Naruto levou um soco e Shino o deixou no chão, dizendo:
- Ai de ti que contes esta nossa conversa para Hinata.
- Ahhhhhhhhhhhhhh! Mas eu não compreendo! O QUE AFINAL SÃO GUEIXAS?!!!

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Espero que tenham gostado^^
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Sex Set 21, 2007 6:03 pm

naruto é mesmo ignorante x'D
QUERO MAIS *-* <3
ve la se fazes o 1ºcapitulo da segunda season pah x)

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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   Sab Set 22, 2007 6:24 am

eu faço so tens e de esperar x'D
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MensagemAssunto: Re: Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva   

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Naruto Fanfic - Eu, Tu e Um Chapéu-de-Chuva
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