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 Kaleido Star: Saída á noite

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Rasec
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MensagemAssunto: Kaleido Star: Saída á noite   Sex Fev 01, 2008 2:48 am

Que comece o movimento fic apelidado de:

Kaleido Star: A Mexe Mexe, A cadeira vai abaixo e A Desfloradora de relações.

Para quem não sabe, acho que todos menos eu, para dar mais vida a este fórum criou-se um projecto de três fics cujos nomes iniciais do projecto são provisórios.

Para perceberam melhor o que esperar de cada uma, basta uns simples adjectivos.

A Mexe Mexe: Muito boa, cheia de ritmo, uma parte de uma fic grandiosa.

A Cadeira vai abaixo: Curta mas saborosa, reservar quartos é lixado, o que parece é ou não é? Hmmmmmmm...

A Desfloradora de relações: Programa revolucionário, má escrita, má narrativa, piadas forçadas, a feia das três mas com um bom coração, ou não.

Não revelam muito e não são os nome finais como já devem saber pelo nome do tópico a primeira fic que se vai postar chama-se Kaleido Star: Saída á noite.

Acho que facilmente conseguem corresponder este nome com o nome provisório.

Inicialmente era para começar com a “A cadeira vai abaixo” mas como é sexta-feira acho que se adequa mais devido ao tema, também é grande como tudo e o fim de semana dá jeito para a acabar de ler.

Espero que leiam.

Que comece Kaleido Star: Saída á noite



Última edição por Rasec em Seg Jun 16, 2008 9:42 am, editado 2 vez(es)
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Rasec
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MensagemAssunto: Re: Kaleido Star: Saída á noite   Sex Fev 01, 2008 2:52 am

Sala de treinos

Sora, perdida nos seus pensamentos, andava devagar em direcção á sala de treino. Barulhos tornavam-se aparentes á medida que se aproximava da sala. Não era o barulho usual que acompanhava as sessões de treino, era algo diferente.
Pessoas estavam a falar, e muito. Algo se passava. Sora então ouviu uma porta a bater e como não era a porta á qual se dirigia, deduziu que era a porta das traseiras. Um largo viva ouviu-se mal a sora estava a abrir a porta. Pensativa sobre o que ela teria perdido, sora virou-se para a Mia que estava sentada ali perto.

“O que se passa?”

“Olá! Não ouviste? As férias começam hoje. Kalos informou-nos.”

Sora finalmente tinha percebido a razão do viva, mas mesmo assim viu os outros nos colchões alegres pelas férias mais cedo, mas a discutir sobre algo.

“Diz-lhes que é um desperdício de tempo.” demandou a May, mas a Sora não sabia a que se estava a referir; só havia uma maneira de descobrir.

Sora odiava ter que recorrer á sua posição dentro do elenco para obter a sua atenção, mas estavam todos demasiados excitados para repararem nela.

Ela bateu alto palmas duas vezes. “ Ok, esta algazarra toda é sobre o quê? Com as férias a começarem hoje vocês deviam ir para casa e descansar.”

Sora não era a Layla Hamilton, mas conseguiu a atenção deles e todos pararam de conversar. Rosetta depressa saltou para explicar, igualmente excitado como os outros.

“Sora, Sora, nós todos tivemos uma grande ideia para o primeiro dia de férias. Senta-te e deixa-me explicar.”

Sora aceitou e sentou-se num dos trampolins. “ O quê que tu tens em mente?”

“Bem sabes como alguns dos novatos deste ano começaram a causar problemas entre eles; eles estão a levar a competição amigável um pouco a sério de mais tirando as suas frustrações uns nos outros.”

Sora então percebeu qual era o motivo da algazarra antes de começarem a gritar os vivas.

“Não queres dizer que...?”

“Não. Eles não lutaram, mas quem sabem quanto tempo mais demorará? Eles possuem um língua bastante afiada. As coisas não progredir assim se é suposto todos nós agirmos como uma grande equipa.”

“Concordo, mas o que é que pretendes fazer sobre isso?”

“Bem como é o primeiro dia de férias e ainda ninguém têm planos pensamos que todos nós devia-mos sair e divertimos-nos.”

“Hmm... e achas que conseguem resolver as suas diferenças levando-os a sair para a cidade?”

“Não é só eles, todos, incluindo tu e o elenco. Não podemos é levar a Marion connosco. O seu pai não a deixa ir por ela ser nova de mais.”

“E tu também não és nova?”

“ Por acaso sim, mas tenho total responsabilidade por mim mesma.”

Sora lembrou Rosetta o ter mencionado antes. Se não era verdade, Rosetta não poderia ter viajado sozinha aquelas vezes todas. A sua mãe arranjou umas permissões com privilégios especiais, tirando vantagem duns buracos dos regulamentos. Mas sair fora não era o que a mão da Rosetta tinha em mente, mas como ela não estava aqui esta vez a Sora podia fazer uma excepção.

“Diz-lhe que é maluquice”, gritou May, não querendo ser envolvida. Ela não gostava desses eventos e nunca tinha participado neles.

“Tu também vens” gritou a Rosetta, sabendo o olhar furioso que iria receber, mas isso já ela estava á espera. Convencer a May a ir tinha que esperar o momento exacto já que a Sora tinha que ouvir o seu plano.

“Então em termos simples queres levar toda a gente para uma festa?”

“Sim mas só os mais novos, 18 anos é o máximo.”

“Já decidiste aonde?”

“Qualquer sítio serve, mas temos três requerimentos. Um,devemos ir na escuridão da noite. Dois, todos nós devemos ir. Três, têm que ser a um sitio onde se possa dançar.”

“Estou a ver, então só temos que encontrar uma discoteca.”

“Isto é...”

“Maluquice!” gritou de novo a May

“...interessante.”

May depressa se levantou. “Não podes estar a falar a sério.”

“Porque não? Parece uma boa ideia, a não ser que tenhas uma melhor para resolver os conflitos entre os novatos.”

A chinesa tirou um momento para pensar numa, mas não encontrou nenhuma alternativa ... uma não violenta.

“Então está decidido, se conseguirmos arrancar com isto, toda a gente vêm.”

“Eu não, não quero ter nada a ver com esta maluquice.”

Rosetta saltou vendo que este era o momento exacto para para convencer a May. “Aw, porque não? Eu sei que te vais divertir.”

“É aparente que temos diferentes definições da palavra “divertir”.”

“E eu penso que é aparente que tu não queres vir porque não sabes dançar em discotecas.”

“Eu posso bem dançar em qualquer discoteca.”

“Então prova-o.”

“E vou!” gritou a May e sentou-se de novo. Rosetta não podia hesitar a sorri. Resulta sempre. Ela sabia que para conseguir a may para fazer algo basta atacar o seu ego.
Ela já via o momento por qual espera e estava bastante expectante pela festa desta noite. Sora no entanto esta preocupada.

“Ok, agora espera, não podemos deixar que nos suba á cabeça. Temos que ir ter com o Kalos e informa-lo disto.”

“Claro que temos, por isso é que decidimos que serás tu a ir falar com ele.”

“Eu?”

“Quem mais? és a estrela principal, tenho a certeza que ele te vai ouvir.”

“Está bem.”

Ouviu-se outra onda de vivas assim que a Sora aceitou a tarefa. Se ela tinha que ganhar o seu respeito ela não teria só que actuar sem falhas, mas também ajuda-los fora do palco.

“Desejem-me sorte.” Ela disse com meio-coração nas mãos enquanto se dirigia ao gabinete do patrão. Todos gritaram de novo por ela; ela esperava que conseguisse o que todos queriam, mas conhecendo Kalos não iria ser fácil.
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MensagemAssunto: Re: Kaleido Star: Saída á noite   Sex Fev 01, 2008 2:53 am

Escritório do patrão

“Ainda não percebi.” disse uma mulher loira.

“Eu acho que posso gastar o meu salário como eu bem entender.”

“Ás vezes eu não te percebo, Kalos. É só uma cadeira, porque precisavas de uma nova?”

“Tenho essa cadeira desde que eu fundei isto, e achei que era tempo de ter uma nova.”

“Mas não preferias ficar com a velha pelo valor sentimental? Ainda está em boas condições.”

“Novos tempos trazem mudanças.”

“Fica com a tua vontade, mas pelo menos não deites fora a velha. Eu fico com ela se a não quiseres.”

“Achas que consegues algum uso para ela?”

“É uma cadeira, sento nela! Agora pensando nisso, que tal fazer disto a cadeira do supervisor do dormitório? Isto significa que posso partilhar um lugar nesta secretária.”

“Sarah...”

Kalos não gostou muito a sua proposta. Ele precisava de manter um aspecto profissional pelo menos no seu escritório. Mas isso não impediu a Sarah enquanto aproximava as duas cadeiras. A mais velha era ligeiramente mais baixa, mas ambas eram grandes cadeiras de executivos.

Sarah viu que Kalos não apreciou muito a sua ideia, mas ela sabia que ele apreciava as estranhas ideias que ela trazia, talvez até era umas das coisas que ele gostava nela.

“Bem, porque eu sou supervisora do dormitório, significa que tecnicamente sou segundo em comando. Então, acho que mereço um lugar próximo de ti.”

“Tecnicamente Yuri é segundo em comando desde que se tornou meu parceiro.”

“Isso não é justo.” Está bem, se queres brincar desta maneira.

“Sarah aproximou-se do Kalos, muito, muito perto, e olhou directamente nos olhos do Kalos. “Por favor Kalos ... por mim.”

Kalos sabia que era impossível lutar contra aqueles olhares doces que a Sarah fazia-lhe; era uma daquelas coisa que lhe faziam perder os nervos. Aceitar a derrota foi a única opção para ele.

“Está bem.”

“Obrigada.” disse brevemente, adicionado um breve mas doce beijo.

Kalos não precisava daquele tipo de compensação, mas não tinhas razões para se queixar. Era sempre a Sarah que trazia variedade á sua vida.

“Mas só por hoje.”

“Está bem.” disse Sarah, ela sabia que não iria mais longe com o Kalos, mas a sua teimosia era uma das coisas que a Sarah amava nele.

Ambos se sentaram.

“Wow, então é o que se sente a ser o patrão por trás da secretária.”

“Há algo de errado?”

“Sabe bastante bem.”

“Não me digas que agora que ter um escritório só para ti.”
Sarah riu-se da sua frase, era raro para ele, fazer qualquer género de piada já que usualmente ele é o homem de negócios concentrado.

“É engraçado, parecemos dois monarcas sentados desta maneira.”

“...Eu não me importo, desde que eu seja o rei.”

Sarah riu-se desta vez com mais força, virando a sua cadeira em direcção ao Kalos. Vendo que a cadeira rodava tão facilmente, Sarah decide dar um bom empurrão a si com o seu pé.

“Wee!”

Kalos abismou-se, ele só se podia queixar de si próprio, mas ao ver que uma mulher daquela idade e maturidade ser capaz de se divertir fe-lo sorrir.

Mas nesse momento ele ouviu um bater na porta e parou a Sarah. Ela ficou um pouco tonta.

“Kalos? Posso entrar? Sou eu, a Sora.”

“Entra.” respondeu. Kalos virou-se para a Sora. “Chega de divertimento por agora, tenta ser um pouco mais séria.”

“Peço desculpa pelo incomodo.” disse a Sora ao fechar a porta.

“Não é preciso pedir desculpa. Por favor senta-te.” respondeu Kalos.

Ele está de bom humor. Deve ser por causa da Sarah. Pode ser que o consiga convencer.

Mas ao ver como ambos estavam sentado na secretária não consegui resistir a perguntar.

“Será que o rei e a rainha me permitem ter uma audiência com os mesmos?”

“Sim eles permitem.” Sarah continuou com a piada.”Aproxima-te súbito leal. O teu pedido foi aceite.”

“Estou honrada.” disse Sora ao fazer uma vénia em frente deles, depois começou a rir-se com a Sarah.

Kalos apenas mexeu os olhos um pouco incomodado; começou a arrepender-se de ter comprado a cadeira nova.

“Sobre o quê é que vieste falar?”

“Ah sim, quase me esquecia. Eu acho que deves ficar a saber sobre isto.”

“Aconteceu alguma coisa.”

“Não, não, nada de mal aconteceu, mas o elenco e a equipa querem todos sair esta noite.”

“E porquê se posso perguntar.”

“Bem acho que já sabes dos problemas recentes com os novatos. Toda a gente acha que a ideia de sairmos todos para uma festa iria-nos aproximar.”

“Quem sugeriu isso?”

“Todos sugeriram. Bem quase todos. Mas a Rosetta foi a única com coragem suficiente para me perguntar sobre isto.”

“E tu o que é que pensas?”

“Acho que pode resultar, mas não vai ser assim tão fácil.”

“Ok, este é o meu departamento Kalos.” disse Sarah. “Sora tens que perceber que as coisa são bem mais complicadas.”

“Pensei que sim, mas o que é que temos que fazer?”

“Bem a maioria do elenco e equipa têm menos de dezoito anos, incluindo tu. Os de dezoito anos podem ir aonde querem mas o que têm menos de dezoito estão sobre cuidado parental. Nós teremos que perguntar a cada pai por permissão e quase de certeza que alguns não vão aceitar.”

“Então o que devemos fazer.”

“Realmente não sei.”

“E se assinarmos o evento como um espectáculo regular mas simplesmente num sítio diferente.”

“Pôr a discoteca como palco e vocês como artistas.”

“Não funciona?”

“É capaz de funcionar, mas não é tão fácil, temos que anunciar os patrocinadores, e tratar da papelada.”

“Que posso eu dizer; acho que valerá a pena.”

“Mas se fizermos isto, nós é que escolhemos o sítio onde “actuam”.”

“Tens algum sítio em mente?”

“Acho que sim. Kalos lembras-te do Vincent?”

“O teu amigo da Inglaterra?”

“Sim, aquele que nunca deixaste actuar connosco porque tu e o Andy nunca gostaram do seu tipo de música.”
“Até tu tens que admitir que não encaixava com o nosso espectáculo.”

“Eu sei, eu sei. Mas acontece que ele está em Cape Mary, a promover o sua discoteca.

“E sabes se está a tocar aquele tipo de música lá ... como se chamava o género de música?”

“Drum and Bass.”

“Certo. Tu achas que eles devem passar a sua noite lá?”

“Acho que sim, confio neles; acho que terão uma noite divertida de dança.”

“Então tu o permites?” interrompeu a Sora.

“Sim, e vai dizer-lhes que está tudo certo.”

“Kalos, também aceitas?”

“Não tenho nada contra se beneficia o Kaleido.” respondeu Kalos

Foi mais fácil do que eu pensava. “Obrigada a ambos.”

Sora saiu e depois Kalos perguntou a Sarah

“Porquê é que queres que eles vão á discoteca do Vincent?”

“Não é exactamente uma discoteca, é por isso. Lá eles só irão dançar e mais importante não é permitido nenhum álcool.”

“Estou a ver, assim nenhum dos miúdos fará algo de estúpido.”

“Exacto”

“Nada mal, lidaste bem com a situação.”

“É o que fazem as rainhas.”

Sora estava alegre por ter sucedido na tarefa e esta ansiosa para contar as boas notícias a toda a gente. Ao abrir a porta toda a gente lá dentro olhou para ela com expressões que iam do esperançoso, ao puro receio.

May foi a primeira a notar o sorriso triunfante de Sora. “Oh meu Deus.”

Depois de isso, uma onda de vivas ecoou pelo salão de treino. Esta noite, o Kaleido ia para a farra.
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MensagemAssunto: Re: Kaleido Star: Saída á noite   Sex Fev 01, 2008 3:02 am

Nas ruas de Cape Mary

“Já chegamos?”

“Anna! Podias parar de perguntar? ...Realmente, teve piada só da primeira vez.” disse Mia calando a sua amiga depois de ter dito a pergunta demasiadas vezes.

Mas se a Anna parava de perguntar, mais atrás um dos novatos começava de novo. “Já chegamos?”

“Ainda não!” gritou a Mia

“Quanto mais é que falta?”

“Só alguns quarteirões.”

Uns burburinhos começaram entre os novatos, e Mia já começava a perder a cabeça; ela esperava que a noite compensasse a viagem horrível. É que, em facto, a ideia de ir a pé foi dela e na altura pareceu-lhe boa ideia. Mas não esperava que a maioria fosse tão impaciente; ela via-os como bastante maduros. Agora percebeu-se que só os conhecia quando estavam a trabalhar, nos seus tempos livres eles tornavam-se em adolescentes irritantes.

Sora, May e Rosetta estavam á cabeça do grupo. Á distancia eles pareciam uma multidão e por sorte a cidade á noite parecia mais sossegada de maneira a ninguém se perder ou sair do grupo de própria vontade. Rosetta teve sempre com atenção na May devido a isso. O grupo estava a tornar-se cada vez mais ansioso e impaciente.

Rosetta já não podia conter a sua vontade do evento e parece que sabia o que estava para vir. May por outro lado não estava com vontade e assumia a sua maneira incomoda. Sora, ao contrário dos restantes parecia bastante cansada, ela não tinha o hábito de ficar acordada até tão tarde e já passava da meia-noite, mas estava alegre por ter conseguido juntar todo o elenco e equipa. Claramente os requisitos da Rosetta tinham sido concretizados, já que a hora era tarde, toda a gente tinha vindo e a Sarah arranjou um lugar para a gente dançar.

Mia, que estava a vigiar os novatos com o Ken e Anna estava a ter uma tarefa difícil e teve que gritar um par de vezes, mas agora parecia terem acalmado.

Mas o silêncio não durou muito, a mesma voz irritada perguntou.

“Já chegamos?”

“Não!” gritou a Mia

“Anda lá, quanto mais é que falta?”

“Não viemos este caminho todo, a estas horas para ter passeios, queremos divertimo-nos.”

“Sim!”

Os novato começaram a juntar-se contra a Mia; ela já não os podia controlar. Mas mesmo antes das coisas se descontrolarem um grande e irritante som se ouviu. Todos taparam as orelhas até o barulho parar.

“O que é que foi isto?”

Depois do zumbido ter parado eles olharam á volta e viram que a Sora era a causadora do barulho. Na sua mão ela tinha um apito semelhante ao que os treinadores costumam ter á volta do pescoço. Surpreendentemente, ainda ninguém tinha reparado.

“Ouçam vocês todos!” disse ela com um tom de comandante que não era típico dela. “Eu não passei por todo o trabalho e papelada para organizar este evento para que vocês passem o caminho todo a choramingar.”

“Obrigada.” disse Mia a passar pela Sora, exausta.

“Ei, primeiro de tudo nós não queríamos vir aqui.” queixou-se uma rapariga.

Agora foi a Rosetta que saltou. “Não me venhas agora com essa, eu perguntei se todos queriam vir e todos aceitaram, incluindo tu.”

“Então? E se eu mudar de ideias?”

Começava a parecer que nunca mais chegavam á discoteca e a este ritmo as coisas só se iriam complicar.

“Ah sua...”

Rosetta estava pronta para se atirar á rapariga, mas Sora pôs uma mão no seu ombro, e sussurrou-lhe á orelha, acalmando-a. “Eu trato disto.”

“Não me interessa se queres vir ou não, os papeis estão assinados e melhor que vocês se contenham até chegarmos.”

“E se não quisermos?” respondeu a mesma rapariga.

Sora olhou directamente para ela de uma maneira muito séria, tão séria que nem parecia a Sora.

“Queres que a gente te meta a treinar com o Leon?”

A rapariga calou-se depois disso.

“Ainda melhor, queres o teu próximo papel seja de uma pedra?” disse a Mia

Sabendo que a Sora era a estrela do Kaleido e a Mia a directora principal o burburinho parou logo, já que elas tinham grande influência sobre o Kaleido Star. Até agora a Sora raramente tinha sido rígida com eles, mas ela precisava de se impor mais.

“Então está decidido.” conclui Sora e começaram a andar de novo.

“Isso foi bastante impressionante...” disse Mia.

“Obrigada.”
“... e inesperado.”

“Novos tempos trazem mudanças.”

Mia riu-se. “Nunca pensei dizer-te isto, mas tu cresceste.”

“Estás a dizer que eu não sou séria?”

“É preciso lembrar-te quem é que trepou ao topo da tenda do kaleido?”

“Eu só...”

“queria ver a vista, tu sabes.”

“Não é falta de seriedade, é curiosidade.”

“Ai é?” Mia riu-se de novo deixando Sora a pensar sobre o que ela disse. Mas já era demasiado tarde para a sora pensar a sério. Rosetta apanhou as duas, que já se tinham distanciado do grupo sem notarem.

“Ok, agora estão calados.”

“Ainda bem, é que ainda falta um bocado para chegarmos.”

“O que é que te aconteceu ao bocado? Eu nunca te vi daquela maneira.”

Sora sorriu. “Aprendi com a melhor.” ... Layla

“E aonde é que arranjaste isto?” Rosetta apontou para o apito.

“Isto? A Sarah deu-me, disse que podia vir a dar jeito.”

Um par de minutos mais tarde, Rosetta não podia conter a sua ansiedade e perguntou.

“Já chega...” mas a sua frase foi acabada já que a mia beliscou-lhe o ombro.

“Ow, Porque é que fizeste isso?”

Com um olhar bastante assustador como se fosse ficar maluca a Mia respondeu. “Se eu ouço essa frase de novo, dou em maluca.”

Rosetta reconsiderou por um momento, e perguntou de novo.

“Ainda estamos longe do nosso local de destino?”

“Um bocado.” respondeu Sora. “Como é que se chamava essa discoteca?”

“Dnb District”

Rosetta tremeu ao ouvir o nome. Mas a Sora e a Mia não perceberam.

“E o “Dnb” significa o quê?”
“Não tenho a certeza mas de acordo com a Sarah é algo do género Drums and Bass.”

Rosetta tremeu de novo, quase não contendo o seu sorriso. De novo, as duas raparigas não estavam a perceber a razão do seu comportamento.

“E disse-te porque escolheu esse lugar?”

“Não totalmente, acho que um amigo dela de Inglaterra é dono do sítio.”

“Estou a ver.”

“Acho que ela quer ajuda-lo a ganhar reputação á casa.”

“Parece que sim. Pelo menos temos um sítio para dançar.”

Ao mencionar a palavra dançar Rosetta não conteve o seu riso.

“O que é que se passa com ela?”

“Não sei, mas está assim desde que mencionas-te o sítio que a Sarah sugeriu.”

“Achas que ela sabe mais do que nos está a dizer?”

“Definitivamente.” respondeu Sora, esperando que a Rosetta contivesse o riso. “Agora tenho a certeza que tens algo para nos dizer.”

Rosetta para de se rir e segurava o estômago e a respirar fundo. “Não fazes ideia no que vocês se vão meter.”

“O que é queres dizer?”

“Eu raramente ouvi falar deste tipo de discotecas nesta zona, mas parece que é um grande segredo aparentemente.”

“Huh?”

“Estou a falar do Drum and Bass.”

“O que tem de tão especial?”

“Bem, não sei se é famoso no Japão, mas na Europa é um género bastante conhecido. Mia tu deves saber, afinal, és da Holanda.

Mia tirou algum tempo para pensar, e lembrou-se. “Nem por isso, acho que já ouvi uns anos atrás mas não me lembro bem.

“Não estou a perceber Rosetta.” disse Sora a olhar para ela. “Mesmo que seja um tipo diferente de música, continua ser música, certo? Porquê tanto alvoroço sobre isso?”

“Concordo, não é nada de extraordinário mas não consigo deixar de rir a pensar naquilo pelo qual vão passar... especialmente a May.

“Há algo que a gente deve saber?”

“Só uma coisa, que a Sarah deu-nos o melhor sítio para dançar.”

“Porquê?”

“Bem, em termos simples, é muito rápida. Tu basicamente danças com todos os músculos do teu corpo.”

“Ainda não percebo porque é tão especial.”

“Bem, ao contrário de outras discotecas, aqui irás ter uma noite de dança divertida. Se a Sarah conhece essa pessoa o bem suficiente para confiar, então temos que nos preocupar. Nada de pessoas rudes a beber e a começar sabe-se lá o quê.
Drum and Bass é sobre só uma coisa: dançar com o corpo e mente. Tu não danças para impressionar ou conhecer alguém como é comum hoje em dia; tu só danças até caires para o lado. É só sobre dança e passar um bom bocado sem motivos para preocupações.”

“Não achas que estás um pouco convencida de mais? Que eu quero dizer que o que tu descreveste dificilmente é válido nos dias de hoje.”

“Estás certa, mas se a Sarah conhece tanto como eu, então vais veres que existem excepções.”

“E já agora... Como é que sabes tantas coisas?”

“Bem eu passei 12 anos na Europa.”

“Os teu primeiros 12 anos.” corrigiu Sora. ”Como é que uma criança dessa idade pode ter aprendido essas coisas? O que eu quero dizer é que a maioria de nós com essa idade ficávamos excitadas quando nos deixavam ter uma festa de pijama.”

“Isso por acaso é uma história interessante.”

“Nós ainda vamos caminhar um quarto de hora, por isso podes nos contar.”
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MensagemAssunto: Re: Kaleido Star: Saída á noite   Sex Fev 01, 2008 3:03 am

Pequena Batida Vermelha

“Muito bem, tudo começou quando tinha 9 anos.”

“Nove!?” Sora exclamou, desacreditando, mas viu que a Rosetta estava séria.

“Sim, nove. Naquele tempo eu e minha mãe estávamos em Londres já que tinha uns espectáculos lá, mas ela também tinha que visitar e seguir frequentemente um artista musical local. Mas como as aparências eram planeadas á noite a minha mãe tinha que me deixar sozinha no hotel diversas ocasiões.”

“Devia ser difícil para ti.”

“Ao principio sim, mas depois habituei-me. Dificilmente conseguia adormecer quando ela não estava por perto por isso passei algumas noites acordada, tentando ficar cansada para dormir. Diabolo ajudou-me umas vezes mas depois de ter feito três espectáculos num dia não apetecia muito mexer neles.

“Continua.” disse Mia já que a história estava-lhe a captar o interesse.

“Bem, numa dessas noites em que já tinha actuado um par de vezes durante o dia, tentei arranjar algo para fazer e já passava uma hora após meia-noite e não estava cansada o suficiente.”

“Mas então ouvi algo. Vinha de lá de fora e corri para o átrio para tentar ver de onde é que vinha.”

“Do outro lado da estrada donde estava o hotel vi um local que não tinha notado antes. Parecia uma loja normal durante o dia, mas agora estava cheia de gente, luzes e som. Não consegui descortinar a música, mas parecia energética.”

“Ouvi há distância durante uma hora até que pessoa começaram a sair do sítio, indo para a rua. Uns minutos mais tarde duas grandes colunas estava cá fora.”

“Agora podia ver e ouvir o que se passava, e fiquei impressionada! Nunca tinha ouvido nada com um tempo tão rápido ou visto tantas pessoas a dançar. Todos pareciam felizes a fazer nada senão dançar, não se importando com mais nada, mesmo estando no meio da rua.

“Tentei copiar os seus movimentos e dançar por mim própria no átrio, mas não percebi bem como o fazer correctamente.”

“Entretanto, não os pode observar mais. A polícia chegou, deduzo que alguém na vizinhança não tenha engraçado pela sessão na rua e mando-os de volta lá para dentro. Ninguém foi preso e só receberam um aviso.

“E depois o que aconteceu?” perguntou Sora a começar a perguntar-se onde iria isto parar.

“Na noite depois disso, a minha mãe teve que sair de novo por causa do artista musical. Eu não me importei, já que teria a oportunidade de ver essas pessoas a dançar de novo.”

“Depois de duas horas á espera, não havia sinal deles. Parecia que não queriam repetir a cena de ontem. Estava desapontada; Eu queria voltar a ve-los.”

“Então o que é que fizeste?”

“Bem pela primeira vez que me lembro- eu fugi. Minha mãe nunca se preocupou que eu pudesse ir a algum lado e deixou-me a chave quase acontecesse algo e precisasse sair do quarto. Eu abri a porta e desci depressa as escadas e atravessei a estrada.”

“Não estavas com medo de ir lá? Sabe-se lá o que poderias encontrar.”

“Naquela altura estava um pouco, mas estava mais determinada em ver e aprender a dançar. Eu abri a porta da discoteca e fiquei surpreendida com a grandeza daquilo e quantas pessoa estavam lá dentro. As luzes eram muito brilhantes e impressionantes, e o som era ainda mais alto do que tinha ouvido.”

“Novamente observei as pessoas a dançar, que não reparavam o que estavam á sua volta, até que uma mulher veio contra mim.”

“Ela perguntou-me o que estava ali a fazer, e eu depressa disse que vivia ali perto que queria aprender a dançar como eles. A mulher olhou para mim e sugeriu que fosse para casa antes que os meus pais ficassem preocupados. Eu protestei e que não sairia enquanto não aprendesse a dançar como eles.”

“E? Ela mandou-te de volta para casa?”

“Não, ela deve ter visto o quão determinada eu estava e estendeu-me a sua mão.”

“Estava relutante no inicio mas bastou olhar uma vez para os olhos dela e vi que era de confiança. Agarrei na sua mão e ela depressa me pôs nas sua cavalitas. Nos dirigíamos para um monte de gente no centro e passamos por ele; todo o caminho ela continuava a dançar, girar, mas lento o suficiente para eu não cair.”

“E depois?”

“Pode finalmente perceber do que isto se tratava, a minha caixa torácica vibrava ao Bass profundo, e estava muito acelerada. A mulher dançou através da multidão, o som ficava mais forte, e aí vi onde ela me estava a levar; ao homem por detrás da música.”

“O DJ?”

“Eles não gostam que lhe chamem DJ, mas sim. Ela subiu umas escadas para a mesa de discos onde um homem com uns grandes auscultadores estava a misturar espontaneamente para a multidão. A mulher interrompeu-o e ele mudou para uma música pré-gravada de maneira a que a dança não parasse. Eles pareciam conhecer-se e perguntou-lhe qual era o problema. Ela apontou para mim e eu sorri hesitante, um pouco embaraçada. Ela desceu-me das suas cavalitas e sentou-me na mesa. O homem olhou para mim e perguntou-me o que estava ali a fazer. A mulher saltou para responder por mim, e disse-lhe que eu queria aprender dançar. O Dj olhou para mim espantado, dizendo-me que aquilo não era lugar para mim, mas que hoje iria fazer uma excepção. Ele sugeriu que ficasse na mesa; era mais seguro para mim. Ele depois pegou no microfone e apresentou-me. Foi rotulada como a “mais nova” deles e até tive um apelido.”

“Qual era?” interrompeu Sora

“Realmente, não é importante.” disse Rosetta tentando evitar responder.

Sora insistiu: “Anda lá, podes dizer-nos.”

“Não é importante.”

“Por favor.” pediu a Mia.

“Ok.” cedeu Rosetta. “Eu.. Eu era chamada... chamada de... Little Redbeet.”

Ambas Sora e Mia olharam abismadas para a Rosetta, pensando em nome de quem ela teria sido apelidada de um vegetal.

Rosetta ficou embaraçada e corou. “Eu disse que não era importante.”

“Porquê te chamariam isso?”

“Bem na verdade é escrito como Red b-e-a-t ... não como um vegetal.”

“E depois?”

“O que posso eu dizer, ele começou a misturar de novo e a multidão e ritmo foi restaurado. Ele não pôs os auscultadores de maneira a deitar um olho sobre mim. Ele assistiu enquanto eu tentava imitar a dança.

“Sabes, tiveste muita sorte em conhecer pessoas tão boas.”

“Acho que sim, mas começava a ficar frustrada já que não consegui dançar como os outros, apesar dos meus esforços para ultrapassa-los.”

“Ele disse-me para acalmar e deixar a música guiar-me, e que encontrava o meu próprio ritmo. Eu disse-lhe que tentei, mas não resultava. Então ele disse que cada um tem o seu movimento natural, e que devia tentar dançar como fazia sozinha em casa.”

“E resultou?”

“Não. Eu disse-lhe que nunca tinha dançado antes. Mas ele assegurou-me que toda a gente tem a sua maneira de dançar, mesmo que não notasse.”

“E depois ocorreu-me”

“O quê?”

“Eu disse-lhe que tinha algo que me podia ajudar dançar, e que precisava de uma saída rápida. Ele mostrou-me uma abertura através do público e depressa fui e vim do hotel.”

“O que foste buscar?”

“Que mais? O diabolo.”

“Estou a ver.”

“Mostrei ao homem e ele pôs-me de pé na mesa e disse-lhe que estava pronta para dançar. Ele olhou curioso, deve ter sido a primeira vez que viu um diabolo. E a música voltou a arrancar a sério desta vez.

“E actuaste?”

“Eu dancei.” corrigiu Rosetta. “No inicio usei os meus diabolos como de costume e captei depressa o interesse da multidão. Mas depois de algum tempo não consegui acompanhar o ritmo rápido, os movimentos regulares não eram suficientes.

“A partir realizei que basta só sentir, e não pensar sobre isso. Comecei a improvisar e instintivamente arranjei movimentos novos com os quais seria desqualificada numa competição. Ia contra tudo que tinha aprendido com os diabolos, mas naquela altura não me importava, nesta noite ia parar de ser a máquina de diabolos e dançar até os meus pés não aguentarem mais. cada nova música vinha com uma batida diferente, e simplesmente mexia de acordo com ela. Até usei músculos que nunca tinha sentido. Por volta das duas da manhã a multidão ainda estava muito forte mas eu sabia que a minha mão chegava dentro de uma hora, então disse ao homem que tinha-me de ir embora. Ele pegou no microfone e anunciou a minha saída. Depois, ele disse que se viesse amanhã iria ter a chance de ver um novo artista cuja reputação parece boa; acho que na altura se chamava Skyline.”

“Na altura?”

“Sim. Bem tornou-se uma moda para um artista mudar de nomes e nunca mais ouvir falar de nada com o seu nome ultimamente.”

“E o que aconteceu a seguir?”

“Como eu esperava a minha mãe tinha saído para ter com o seu cliente, mas muito mais tarde que o dia anterior. Tive que fingir que estava a dormir por umas horas. Depois ela finalmente saiu e depressa fui para o átrio e vi o seu taxi sair. Mas fui cautelosa e esperei mais um bocado não fosse ela regressar por se ter esquecido de algo.”

“Uma hora mais tarde estava convencida que já não voltava por mais três horas. Era por volta de meia-noite quando entrei na discoteca e imediatamente a multidão reconheceu-me. Parecia que a casa tinha clientes bastante regulares. Fui ter com o Dj, ainda relutante de dançar no meio das pessoas, e perguntei-lhe se esse suposto grande artista já tinha chegado. Ele disse-me que ainda faltavam umas horas para aparecer e que até lá e continuar a meter a sessão a bombar. Eu não me importei e dancei com os meus diabolos. A mesma excitação estava lá e já não tinha diversão assim desde que as competições começaram. Até com a pouca experiência que tinha, depois de uma hora abandonei os diabolos e dancei sem eles. E esqueci-me mesmo de tudo por um bocado e só pensei em dançar.”

“Foi assim tão divertido?”

“Nem te consigo dizer quanto. Talvez fosse porque não era permitida a fazer muita coisa naquela idade, mas senti a sensação de liberdade que nunca tinha sentido antes.”

“Após hora e meia toda a gente estava com a força toda, mas eu já mostrava sinais de exaustão, mas nada me iria parar agora... bem... quase nada.”

“Quase nada?”

“Bem, aqui está a reviravolta. O Dj anunciou que a Skyline estava quase a chegar. Que melhor maneira de recebe-lo de que aquecer a dança. Se eu achasse que antes era rápido, devias ter visto depois disso. Acho que nunca me tinha mexido tão depressa, nem em espectáculos de diabolos.”

“Curiosamente o Skyline já tinha chegado e nem me tinha apercebido de tão focada na música. E reparei que ela me estava a ver.”

“Ela veio ter comigo intrigada e perguntou-me qual era o meu nome. O Dj saltou para responder que eles me tratavam por Little Redbeat. Agora a mulher parecia estar ainda mais interessada e perguntou-me se podia dançar enquanto estava a misturar e se a sua agente a podia ver. Fiquei surpreendida e honrada de conhecer a sua agente e aceitei.”

“Eu não percebo, dizes-te que algo te parou.”

“Já estava lá a chegar. Depois de ter concordado em ver a sua agente entrou no edifício. Acho que foi a primeira vez que fiquei verdadeiramente chocada.”

“E porquê?”

“A agente da Skyline era a minha mãe.”

“O quê?” as duas raparigas exclamaram; agora percebem qual era o cliente que mantinha a tua mãe tão ocupada durante a noite.

“A ironia de tudo?”

“E o que é que fez a tua mãe?”

“O que eu esperava que ela fizesse: ficou zangada, gritou comigo, fez-me jurar que nunca mais fazia aquilo e levou-me de volta ao hotel. Skyline entendeu a situação e começou-se a rir; Não a culpo, até teve graça.”

“Mas para ti não.”

“Bem eu fiquei triste porque já não podia dançar, mas tentei manter conexão. Comprei alguns cds sem a minha mãe saber e ouvia Drum and Bass na internet.”

“Mas eu nunca ouvi nada disso do teu quarto.”

“Mal eu me juntei ao Kaleido fiquei sem tempo para ouvir, e só uso o computador para estudar, mas ouço ás vezes enquanto pratico diabolo.”

“Por isso é que estás tão excitado por esta noite.”

“É que quando sugeri um sitio para dançar nunca esperei que iria reunir-me com a única diversão que tive para além de actuar.”

“Bem, já consigo ver o local daqui.”

“A sério?” perguntou Rosetta surpreendida e depressa correu para o local.

Os outros seguiram a Rosetta e viram-na a falar com o porteiro explicando com a situação. Quando chegaram a Rosetta já estava lá dentro.

“Somos o grupo do Kaleido Star.” Sora informou o porteiro e mostrou-lhe os papeis. Ele não olhou para eles. “A tua amiga já explicou, por favor entrem.”
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MensagemAssunto: Re: Kaleido Star: Saída á noite   Sex Fev 01, 2008 3:10 am

Dnb District

Uma vez no interior todos ficaram impressionados com o seu tamanho, as luzes piscavam cores brilhantes por todo o lado, mas o som não era o que esperavam. Não era tão rápido como a Rosetta tinha descrito e parecia bastante regular.

Rosetta ficou a olhar para as poucas pessoa a dançar, visualmente decepcionada. Não era o que ela estava á espera.

“Algo de errado?” perguntou Sora

“Sim, não foi isto que nos tinham prometido.“

“Não é?”

“Nem por sombras.”

“Então acho que devíamos voltar.” interrompeu May que esteve calada a viagem toda.

“Nem pensar, não passamos por todo este trabalho para voltar para atrás.”

“Anda lá, não há nada que possamos fazer.”

“Talvez haja.” disse Rosetta e depois correu para a mesa do Dj.

Uma vez que a Rosetta estava perto o suficiente, ela gritou ao homem, mas ele não ouvia devido aos auscultadores que estava a usar. Tirou algum tempo para considerar as suas palavras, mas gritou a primeira coisa que lhe veio á cabeça.

“Joquei?”

O homem reparou logo nela. A música também tornou-se mais calma já que a Rosetta parou os discos.

“O que estás a fazer aqui, rapariga?” o homem perguntou chateado.

“Devo dizer que estou desapontada...” Ela respondeu chateada. E depois adicionou com desgosto “... Joquei.”

O homem sentiu-se insultado mas começou a entender que a Rosetta sabia mais do que ele pensava.

“E já agora porquê?”

“Se a Sarah estivesse aqui, ela estaria desapontada.”

O homem pegou no microfone sentindo-se desafiado.

“São vocês as pessoas que ela me enviou?”

“E ela prometeu-nos algo de diferente, joquei.”
“E isso é o quê?”

“Não faças de burro comigo, não sabes o nome do teu clube?”

“Dnb District.”

“Até agora não ouvi nada de drum and bass.”

“Como é que tu sabes disso? És só uma rapariga pequena.

“Sei o suficiente que tu não devias estar atrás dessa mesa.

A multidão começou a notar a discussão na mesa do Dj.

“Ai é?”

“Sim, joquei, é.” continuou a repetir o nome, sabendo que insultaria o homem. “Achas mesmo que acredito nisso?”

“Estou chocada, Sarah disse-nos que vieste de Inglaterra, e de todas as pessoas deves saber que estou certa.”

“Pensavas que ninguém reparava, pois não?”

“Não não é isso. Eu tenho tentando por algum tempo mas aqui ninguém ouve Dnb. Que é suposto eu fazer, desistir e ir embora?”

“Não, tentar e tentar de novo. O que aconteceu aos velhos dias?”

“Velhos dias?”

“O que aconteceu a nomes como Aphrodite, Concord Dawn, Black Sun Empire?”

“Eu...”

“O que aconteceu a esses e outros artistas? O que aconteceu a Ming, Fs ou Skyline?

“Skyline? Como conheces esse nome?”

“Como eu te disse, eu sei do que ...”

“Não, o que quero dizer é como conheces esse nome? Ela só o manteve uns meses antes de o mudar.”

“Bem, nós nos conhecemos quando ela estava a começar a ganhar nome. Tínhamos o mesmo agente.”

“Tu não podes...”

O homem estava impressionado e poisou o microfone. E ele sussurrou-lhe á orelha.

“Little Redbeat?

“Agora era a vez da Rosetta ficar surpreendida. “Como sabes esse nome?” ela perguntou corada.


“Como não é possível saber de ti, toda a gente neste ramo ouviu falar da pequena musa da Skyline. O seu álbum com o seu nome teve o teu nome.”

“Ai foi?” Rosetta praticamente ficou em estado de choque. Sentiu uma grande honra. “Que nome é que ela têm agora?”

“CloudMs.”

“O quê!? A Cloud? Eu nem sabia, ouvi o seu trabalho mas não tenho o seu primeiro cd.”

“Eu ainda tenho, e uns dos mais velhos também?”

“Mas o que aconteceu? Porque não os toca?”

“As pessoas aqui não gostam. Tive que adaptar para me manter em negocio. Até a nova cena de dnb mudou desde que os novos artistas a misturaram com outros tipos.”

“Há quanto tempo tens tentado tocá-las.”

“Duas semanas desde que comecei, e dificilmente tenho gente para manter isto aberto.”

“Estou a ver, e não há nada que possas fazer?”

“Preciso de alguma forma de publicidade, algo para atrair a atenção da velha escola e fãns de Dnb. Um grande evento.”

“Acho que temos o que precisas.”

“E o que é?”

“Para além de mim, a Sarah enviou 50 dos nossos artistas. Se conseguires arranjar um repórter aqui acho que será um boa publicidade e fazer notícia.”

O homem pensou durante um bocado, e aceitou, um bocado céptico sobre tudo. Um assistente foi chamado para fazer os arranjos necessários e conseguiu convencer uma estação local de noticias trazer uma equipa para gravar o evento. Agora era só esperar.

“Certo, agora temos até eles chegarem para aquecer as coisas e contar a toda gente.”

“Essa é a parte fácil.”

Ele tirou alguns dos seus álbuns mais antigos e preparou a maquina para começar. Rosetta deu-lhe um microfone e pegou num também.

“Ouçam todos!” o homem gritou. “Vamos mudar de ritmo esta noite já que recebemos um desafio. Dnb District vai voltar ás suas raízes!”
Rosetta tomou conta.”Eu sei que a maioria nunca ouviu, mas como actuação especial temos membros do Kaleido Star!” Rosetta apontou para os seus colegas que ainda estavam perto da entrada. “Até a nossa estrela principal está aqui, Sora Naegino!”

As pessoas depressa reconheceram Sora e aplaudiram. Mas isto não é o que a Sora esperava, já que o grupo estava rodeado pelas pessoas.

Vendo que eles já estavam rodeados por fãns entusiasmados, Rosetta depressa agiu. “Mas eles não vão dar autógrafos; estão aqui para dançarem convosco. vamos começar a sessão!”

Rosetta voltou para junto dos seus amigos.

“Está tudo bem agora?”

“Sim, fica desperta, a diversão está para começar e os media vão chegar daqui a um bocado.”

Sora acenou, percebendo. Todos misturaram-se com o resto das pessoas. O homem atrás da mesa estava determinado a tocar umas das faixas lendárias e dele próprio também.

O que começou como uma batida regular, passou para algo bem mais rápido e eventualmente mais do que o grupo e pessoas podiam acompanhar.

“Só conseguem isso?” gozou o Dj “Ainda só estamos a aquecer!”

Rosetta viu que a multidão estava confusa e precisava de um bom exemplo. Ela olhou á volta e a pessoa mais próxima era a Sora. Ela pegou na mão dela e levou-a para o meio da multidão. Pessoas não sabiam como dançar ombro para ombro e arranjaram espaço para dois.

O que está ela a fazer? Sora perguntou a si mesma enquanto era arrastada para o meio da multidão, mas um olhar nos olhos da Rosetta bastou para saber que tinham que dançar para o público para começarem o movimento.

Hora do espectáculo.

No inicio, Sora não estava habituada a mexer os músculos daquela maneira e a um ritmo elevado, mas sempre foi de aprender depressa e começou a igualar os movimentos da Rosetta. Começava a perceber o que a Rosetta viu nisto. As batidas eram quase tão rápidas como as batidas do seu coração, a sua caixa torácica vibrava com o bass que vinha de todos os lados, os seus músculos mexiam-se numa forma aleatória.

A música estava a tomar conta e apesar de não haver contacto físico com a Rosetta, dançavam juntas como se não houvesse mais ninguém. Tal emoção era algo que a Sora nunca tinha sentido fora do palco, era um novo tipo de divertimento.

Minutos depois os novatos já não conseguiam conter a emoção e juntaram-se, seguidos por mais gente.

“A seguir temos Tiki singing dos Concord Dawn de um álbum mais recente.” anunciou o DJ ao pôr a musica e tirar uma pausa das suas misturas.

//Para imergirem mais na historia aconselho que ouçam Concord Dawn- never give up on love. Aqui têm o link: https://www.youtube.com/watch?v=Efq07Hjwacs a musica ira ajudar a perceber a cena melhor.//

Sora já não se lembrava de se sentir assim tão livre. Aqui, ao contrário do palco, não tinha que se preocupar em não falhar ou cair. Nem de se concentrar. Uma nova música começou mas não era tão rápida como as anteriores. Rapidamente, Sora adaptou-se á mudança, apenas sentiu a batida e vontade de dançar.

O refrão começou, e devagar Sora não consegue evitar a notar as palavras.

Á medida que as palavras tocavam o refrão tocava mais profundo na Sora.

“Agora dá-me aquela alma,

Vida é para viver,

Não te esqueças do que te deram,

Pessoas devem ser verdadeiras e guiadas,

Nunca desistas do amor.”

Sora não sabia porquê, mas por um momento ela parou já que as palavras pareciam ter significado para ela. Ela notou que tinha perdido o ritmo e depressa o recuperou.

“Não tenhas medo do novo, isto é o que eu te digo,

Mudança é bom para alma, sabes que é verdade..”

Sora recompôs a compostura.

“ As possibilidades são infindáveis para ti e mim,

Se abrirmos os nossos corações e deixar os nossos espíritos livres,

“Podemos viver esta vida de balanços e harmonia.

Todos continuam a procurar a sua unidade.”

Mas o refrão voltou a tocar e Sora parou de novo.

“Agora dá-me aquela alma,

Vida é para viver,

Não te esqueças do que te deram,

Pessoas devem ser verdadeiras e guiadas,

Nunca desistas do amor.”

Nunca desistas do amor? Sora não conseguia explicar o que era, mas não se sentia capaz de continuar. Rosetta notou que a Sora tinha parado e foi ter com ela, mas não pode gritar nada já que o som não o permitia. Mas ao ver a cara problemática que a amiga tinha. Sabia que algo tinha acontecido á sua amiga e pegou na sua mão e tirou-a dali.

Ambas foram para as mesas á volta da zona de dança principal onde as pessoas podiam descansar um pouco da dança. Rosetta viu Ken e May numa mesa, e guiou Sora a uma cadeira. Continuava quieta.

Nunca desistas do amor? Pensou de novo ao ouvir de novo essa parte. Essas palavras pareciam ter apanhado Sora de surpresa. Não as consegui tirar da cabeça.
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MensagemAssunto: Re: Kaleido Star: Saída á noite   Sex Fev 01, 2008 3:12 am

Fora e dentro do Dnb District

“Sora? Sora?” pergunta Rosetta preocupada.

“O que se passa com ela?” pergunta ken também preocupado.

“Não sei, ela parou de repente.”

“Acham que a devemos levar ao hospital?”

“Não sei, talvez devamos...”

“Oh, deixem-se disso!” gritou May.”Conhecem-na melhor do que eu, não conseguem ver que está perdida nos seus pensamentos?” May levantou da cadeira e ajoelhou-se diante Sora. Acenou a sua mão á frente dela. Parece que está num trance. “Ela desta vez foi-se mesmo.”

“O que fazemos?”

May tirou o apito que estava á volta do pescoço da Sora. Uns centímetros separavam o apito da sua orelha. Com um respirar fundo, May soprou o apito.
Sora acordou, tão assustada que caiu da cadeira e caiu de costas.

May riu-se. “Isto foi divertido.”

“O que aconteceu?” pergunta Sora surpreendida como há um minuto estava a dançar e agora três caras estavam a olhar para ela.

“Estás a ver, só precisávamos disto.” disse May vitoriosamente.

“O que me aconteceu?”

“Ficaste esquisita ao dança um minuto atrás.”

“Fiquei.”

“Ficaste sim.”

“Senta-te por um bocado.” disse Ken preocupado. “Podes não te estar a sentir bem.”
“Talvez tenhas razão, vou lá fora apanhar ar.

Ela saiu ainda um pouco confusa.

//Para imergirem mais na historia aconselho que ouçam Dnb. Aqui têm o link: https://www.youtube.com/watch?v=9M5pIwezYFc a musica ira ajudar a perceber a cena melhor.//


“Já agora ... o que estão os dois a fazer aqui? Eu disse que toda a gente iria dançar esta noite.”

“Não posso. Isto seria demais para o meu coração aguentar.” disse Ken desapontado, já que ele gostaria muito de poder dançar um pouco com a Sora e o resto. Afinal de tudo ele não era um estranho á diversão.

“E qual é a tua desculpa?” disse Rosetta virando sua atenção para a May.

“Nenhuma, simplesmente recuso.”

“Recusas? Porquê?”

“Não me apetece fazer figura de parva.”

“Mas tu me dizes-te que conseguias dançar em qualquer lado a qualquer hora.”

“E?”

“Então vamos dançar! Aqui e agora!”

May sentiu-se desconfortável tentou de persuadir a sua amiga. “Aceito o teu desafio noutra altura.”

“Mas prometeste que o fazias.”

“Não prometi nada.”

“Não te safas desta vez!” exclamou Rosetta enquanto pegava na mão da May e arrastou-a para a dança.

“Espera! O que estás a fazer?” ela gritou á medida que o som aumentava.

“Passei por demasiado trabalho para me parares agora.”

May puxou a Rosetta de volta e falou para a sua orelha.

“Por favor... não me faças pedir.”

Rosetta olhou surpresa para May já que esta parecia assustada. E só sabia de uma maneira de a convencer a ir.

“Porquê não danças? Sora e eu conseguimos, estás a dizer que não consegues fazer algo que nós conseguimos?”
“O quê!?” gritou May furiosa e começou a puxar a Rosetta em direcção á multidão. “Eu mostro-te!”

De novo a Rosetta não consegui evitar a sorrir. Funciona sempre.

Lá fora, Sora não foi longe e inclinou-se a um poste de iluminação. Só agora notava o quanto tinha transpirado ao dançar, mas o ar frio da noite causou-lhe um calafrio na coluna. Mas o vento fresco e a música mal audível acalmaram-na.

O que aconteceu? O que está mal?

“Passa-se algo de errado?” pergunta ken preocupado com Sora.

“Perguntava-me isso a mim mesma.”

“Pareces tensa, há algo a incomodar-te?”

“Acho... acho que não é nada.”

“Sora.” disse Ken.”Olha para mim. Sabes que eu nunca acredito quando dizes isso.”

Sora ficou calada durante um bocado já que não consegui convencer o seu amigo que nada de mal se passava consigo.

“Eu não vejo nada de mal.”

“Se calhar isso é bom.”

“Como?”

“Pensa nisso, Algumas coisas nunca devem ser consideradas, se calhar é uma dessas.”

“Talvez...” Sora olha para a luz que vêm do poste ao qual estava apoiada. Olha para ele, sempre lá quando é preciso, mas porque acho que nem os meus amigos me podem ajudar agora?

“Sabes que não gosto quando estás assim?”

“Talvez... falte algo.”

“Falte?” pergunta surpreendido.” O que pode faltar? Estás rodeada de amigos, a viver os teus sonhos á medida que falamos, milhares se não mais fãns conhecem-te e adoram-te. Acho que estás no clímax da tua vida.”

“Se calhar é isso. Não posso ir para além disto. Não mais desafios, alturas.”

“Sora, não digas isso...”

“A sério, e se estiver no fim?”

“Os teus espectáculos não mostram isso.”

“Ai sim, e se não for o palco? Se calhar é algo de errado com a minha vida pessoal.”

“O palco é uma grande parte da tua vida.”

“Sim, mas o palco não é a minha vida toda.”

“O que estás a tentar dizer?”

“Começo a pensar que com todas as responsabilidades comecei a perder outros aspectos da minha vida.”

“Achas que perdeste algo?”

“Se calhar foi...” Alguém. Acabou a frase sem disser alto. Ao falar essa palavra na mente, uma breve imagem apareceu, a mesma imagem que apareceu mais cedo nesse dia. Não, não pode ser.

“Olha Sora, estou seguro que há uma boa razão para estares a actuar assim, mas hoje é a noite para toda a gente divertir-se, não digo que façamos sempre isto, mas por hoje vamos esquecer os problemas, podemos resolve-los amanhã.”

“Sim, tens razão, vamos para dentro.”

“Sei que vais ficar bem.”

“Sim, obrigada.” disse com um sorriso apreciativo. “Obrigada.”

“Eu... sabes... já me conheces... não tens de quê.” Se há um minuto estava direito e preocupado com ela, agora gaguejava e incoerente.

De volta a lá dentro as coisas tinham mudado durante a sua ausência. A multidão estava fora de ritmo, no centro havia uma abertura. Esse espaço estava ocupado pela Rosetta e May. A multidão foi apanhada por elas já que a sua dança tinha passado de divertimento para um festival de acrobacias.

Sora deduziu que May não teria experiência em dançar e compensava isso ao mostrar as suas acrobacias.
Rosetta parecia que não queria ficar para trás. Ela era a parceira da May acima de tudo, e pareciam que estavam a brincar, as duas criaram um dança por si própria. Nesta altura, os media já tinham chegado, e estavam ocupados a gravar as duas. May e a Rosetta, a suas actuações tinham feito parar o resto da multidão por um bocado mas a multidão logo voltou a dançar. As duas tiveram que descansar mas logo voltaram á carga.
May estava um pouco descoordenada, mas a Rosetta depressa mostrou-lhe de que se tratava a dança. Não fizeram nenhum contacto real, mas como eram parceiras no palco, moviam em sincronização. Ao saber que não teria outra hipótese de levar a May a um sitio destes ela aumentou a intensidade da dança ao eliminar a distância física entre elas. No calor dos movimentos rápidos, May entrou no jogo. Ela igualou os movimentos da Rosetta um a um e o seu embaraço desapareceu. Noutras alturas ela não permitiria estas coisas, mas rodeada pela multidão e perto da Rosetta, May deixou-se envolver pela dança.
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MensagemAssunto: Re: Kaleido Star: Saída á noite   Seg Fev 04, 2008 9:58 am

é ...é enorme!!!! affraid
lol fantastiico
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Rosetta
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MensagemAssunto: Re: Kaleido Star: Saída á noite   Sab Mar 01, 2008 7:23 pm

Adorei<333
*Porque será? Hum? 8D*

Acho que está mesmo original<3 *A May e a Rosetta a dançar ;P waw*
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MensagemAssunto: Re: Kaleido Star: Saída á noite   Seg Mar 03, 2008 1:36 am

tinha a impressão que ias gostar, vá se lá saber porquê?

Little redbeat é a maior.

Uma ganda maluca, sim senhor.
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Rosetta
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MensagemAssunto: Re: Kaleido Star: Saída á noite   Sab Mar 08, 2008 8:16 pm

Pois é ... vá-se lá saber porquê. 8D
Little redbeat <333

Mas é uma maluca com muito estilo x3 *já não estou boa hoje xD*
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MensagemAssunto: Re: Kaleido Star: Saída á noite   

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